O letreiro de Arniqueiras e a malandragem de Telma Rufino

BSB Capital20/01/2022 às 16:00, Atualizado em 26/01/2022 às 12:22

Administradora tenta transformar em “briga de trânsito” a ocupação de áreas do Park Way e de Águas Claras pela RA de Arniqueiras

Quem acompanha as “disputas territoriais” entre as Regiões Administrativas do Distrito Federal sabe que não é nova a estratégia da administradora de Arniqueiras, Telma Rufino, ao surrupiar áreas de Águas Claras e do Park Way. 

Esse tipo de manobra já ocorreu, por exemplo, no esvaziamento de Taguatinga para criação de Ceilândia, Samambaia e Vicente Pires, e do Guará, para surgimento da Cidade Estrutural, no fatiamento do Gama para fundação de Santa Maria, entre outros exemplos.

Como quem não quer nada e sob a cortina de fumaça de uma simples sinalização de trânsito, Telma Rufino fincou bandeira em terras do bairro vizinho. E tenta impingir nos moradores contrários à sua iniciativa a pecha de “preconceituosos”. 

Letreiro da discórdia

Pura esperteza. Quem se opõe ao “letreiro da discórdia” sabe que o objetivo da administradora é disseminar a dúvida: um desavisado que passa pela Quadra 4 do Park Way, um setor regularizado e com um dos metros quadrados mais valorizados do DF, acredita estar em Arniqueiras, onde os lotes valem dezenas de vezes menos.

Guindada à condição de RA em 2019 – Telma Rufino é a primeira administradora – Arniqueiras se formou a partir da invasão de áreas verdes do próprio Park Way, da ocupação irregular de áreas de preservação ambiental próximas a nascentes e da anexação de terras da RA de Águas Claras. Uma invasão de ricos, como foi Vicente Pires.

Arniqueiras e Areal

Há mais de uma década, esse movimento é liderado pela própria Rufino, que vem se elegendo deputada distrital com os votos de Arniqueiras e do Areal. Exatamente como ocorria com o ex-deputado José Edmar Cordeiro, líder da invasão que deu origem à Cidade Estrutural na década de 1990, acobertada pelos ex-governadores Joaquim Roriz e Cristovam Buarque.

Mas a cortina de fumaça de Telma Rufino só ofusca o olhar de quem não quer enxergar um palmo adiante do próprio nariz. Os moradores do Park Way, ao contrário do que ocorreu em Taguatinga e no Guará, estão atentos. E reagem à altura, como mostra o colunista Chico Sant’Anna em matéria no Brasília Capital.

Saiba+

Telma Rufino, 53 anos, é filiada ao PROS. Foi eleita deputada distrital em 2018 com 11.364 votos. Em novembro de 2019 tomou posse como primeira administradora de Arniqueiras. Em 2016 foi expulsa do PPL após ser investigada por uma fraude milionária contra o Banco do Brasil, em 2015. Em 2017, foi denunciada pelo MPDFT por suposta compra de diplomas de graduação e pós-graduação. Ela teria fraudado documentos para se apresentar como administradora e gestora pública.

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