Veículos e cimento aumentam efeito estufa no DF

BSB Capital 16/12/2021 às 5:43, Atualizado em 16/12/2021 às 16:00

Emissões de gases cresceram 9% e causam mudanças no regime das chuvas, inundações, redução da biodiversidade, taxas de calor e frio diferentes das tradicionais

efeito estufa no DF

Uma das marcas de Brasília é não ser intensamente industrializada e de contar com grandes áreas verdes. Mas isto não tem sido suficiente para assegurar a qualidade do ar. A poluição tem aumentado e o efeito está no ar que nos circunda.

De 2010 a 2016, segundo estudo recente do Ministério da Ciência e Tecnologia, as emissões de gases de efeito estufa (GEE) no DF aumentaram 9% devido, principalmente, ao aumento das emissões da frota de veículos automotores, à produção de cimento e o trato do lixo. 

O transporte responde por 53,4% da emissão de GEE na capital. Dióxido de carbono (CO2) metano (CH4) e óxido nitroso (N2O) são os mais presentes na nossa atmosfera. As principais consequências dos GEE é o aquecimento global que traz mudanças no regime das chuvas, inundações, redução da biodiversidade, taxas de calor e frio diferentes das tradicionais. 

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Pelo levantamento, apenas em 2016 foram lançadas no DF 7,23 mil toneladas de CO2, de metano foram 1,5 mil toneladas e 354 toneladas de óxido nitroso. O principal emissor (N2O) é o esgoto. Com o avanço da urbanização e da agropecuária, o Cerrado candango tem perdido sua capacidade de limpar o ar. 

O levantamento aponta que a vegetação contribuiu para remover 226 toneladas do gás (3,1% do total lançado). O incentivo ao uso do carro, com a ampliação das largas vias, mais viadutos e trevos, ganham de longe na emissão de GEE e estão na raiz do problema.

Mudança da matriz da frota

A situação do DF, contudo, tem maior facilidade de resolução do que outras localidades do País. Grande parte do problema se resolveria com investimentos na coleta seletiva e na reciclagem dos resíduos e maior uso do transporte coletivo, e que fossem utilizados trens e ônibus movidos a energia elétrica, além do incentivo à mobilidade ativa (bicicletas e caminhadas). 

Faltam ciclovias voltadas ao uso da bicicleta como meio de transporte, não apenas como lazer. A pesquisa Diferenças socioeconômicas e regionais na prática do deslocamento ativo no Brasil, também de 2016, aponta que a região metropolitana de Brasília é a que apresenta no País a menor frequência de deslocamentos a pé ou de bicicleta nos percursos casa trabalho ou casa escola.

O óleo diesel, a gasolina e o etanol, pela ordem, são os principais responsáveis pela emissão do CO2. O grande vilão da poluição pela área de transporte são os motores a óleo diesel. Em Brasília, estão registrados mais de 155 mil ônibus, caminhões e similares, consumidores de diesel. A substituição do diesel pelo biodiesel amenizaria problemas de doenças nas vias respiratórias, neurológicas, distúrbios hormonais e cânceres. 

Leia a íntegra da matéria no Blog do Chico Sant’Anna

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