Professoras vão às ruas no 8 de Março

BSB Capital 03/03/2022 às 17:02, Atualizado em 03/03/2022 às 17:02

Professoras do DF tomarão as ruas da capital federal por um Brasil sem fome de comida e de educação, no dia 8 de março – Dia Internacional da Mulher

Dia Internacional da Mulher será marcado por manifestação contra Bolsonaro no Museu da República

Foto: Sinpro-DF

Sinpro-DF

No Dia Internacional de Luta por Direitos das Mulheres, as professoras do DF tomarão as ruas da capital federal por um Brasil sem fome de comida e de educação. Na terça-feira (8), as trabalhadoras se unirão a todas as mulheres na marcha que, neste ano, tem como lema “Pela vida das mulheres, Bolsonaro nunca mais! Por um Brasil sem machismo, sem racismo e sem fome”. A concentração será às 17h, no Museu da República. De lá, as mulheres seguirão pela Esplanada dos Ministérios, até a Alameda das Bandeiras.

A organização do ato orienta que as participantes utilizem máscara cobrindo nariz e boca, álcool 70% e distanciamento, além de esquema vacinal completo contra a covid-19. Quem estiver com sintomas de covid, poderá acompanhar a marcha do 8 de Março pelas redes sociais do 8M DF e Entorno.

Para a diretora de Assuntos e Políticas para Mulheres Educadoras do Sinpro-DF, Vilmara do Carmo, a pauta da educação é transversal ao lema da marcha das mulheres.

“Um país que investe em uma educação pública, laica, socialmente referenciada e emancipadora, é um país que atua pela redução da violência contra as mulheres, pelo fim da fome, pela defesa da equidade racial e de gênero. As pautas da marcha das mulheres tratam de problemas estruturais. Paulo Freire disse: ‘Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda’. E precisamos de uma mudança radical, já”.

Desde o golpe de 2016, a educação vem sofrendo ataques severos, tanto em nível federal quanto distrital. Foram cortes orçamentários sequentes, congelamento de investimentos sociais por 20 anos e ainda um ministro da Educação que defende abertamente o ensino superior para poucos e afirma que estudantes com deficiência “atrapalham”.

No DF, a militarização das escolas aumenta sem nenhum diagnóstico positivo. Ao contrário, nas escolas em que esse regime foi implantado, há relatos de coibição da liberdade de expressão dos estudantes e do corpo docente, e assédio sexual contra alunas.

Indignação e Esperança

Para a secretária de Mulheres da Central Única dos Trabalhadores (CUT-DF), Thaísa Magalhães, neste 8 de Março as ruas serão tomadas por indignação e esperança.

“Em meio a uma crise econômica sem precedentes, nós mulheres temos medo da miséria, sim, mas temos ainda mais medo da morte diante da violência generalizada que é cometida contra nós. Por isso, sairemos às ruas trazendo o grito de ‘Bolsonaro e Ibaneis nunca mais’, além de reivindicações históricas pelo direito à educação, saúde, moradia, segurança alimentar”, afirma Thaísa Magalhães.

Mais ações

Também compõe o calendário de lutas uma oficina sobre direito ao corpo e direitos reprodutivos, no dia 25 de março, em local e horário ainda por definir.

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