População LGBTQIA+ tem delegacia e repúblicas especializadas no DF

BSB Capital 20/06/2022 às 16:49, Atualizado em 20/06/2022 às 16:59

O Distrito Federal é o primeiro e único ente federativo no Brasil a incluir e contabilizar oficialmente em uma amostragem social a população LGBTQIA+. Combate à discriminação e à violência, garantir acesso a serviços de saúde e segurança, são algumas iniciativas para garantir os direitos desses cidadãos

Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília

Da Redação

O Distrito Federal é o primeiro e único ente federativo no Brasil a incluir e contabilizar oficialmente em uma amostragem social a população LGBTQIA+. Segundo a Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios 2021 (Pdad), da Companhia de Planejamento do DF (Codeplan), 3,8% dos residentes da capital federal se declara homossexual. Dado que orienta o Executivo na elaboração e condução de políticas públicas.

Atento às demandas desse público, o Governo do Distrito Federal (GDF) vem desenvolvendo políticas públicas que ajudam no combate à discriminação e à violência e buscam garantir o acesso desses cidadãos a serviços nas áreas da saúde e segurança. Inclusive, ações direcionadas exclusivamente ao público trans (Cidadania Trans) coordenadas diretamente pela Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus).

O DF conta com equipamentos e serviços públicos de proteção e assistência à população LGBTQIA+, sendo que uma delas é regida pela Polícia Civil. Parte do complexo policial em frente ao Sudoeste, a Delegacia Especializada na Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Religiosa, por Orientação Sexual, Contra a Pessoa Idosa ou com Deficiência (Decrin) atende pessoas que sofreram algum tipo de violência ou abuso em razão de sua orientação sexual.

Ainda, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) tem o Núcleo de Enfrentamento à Discriminação, que atua no reconhecimento e implementação dos direitos assegurados a esses grupos vulneráveis.

Serviço:

Centro Especializado em Doenças Infecciosas (CEDIN) EQS 508/9 Asa Sul: Triagem, testagem, aconselhamento e acompanhamento HIV e IST. Farmácia antiretrovirais.

Ambulatório Trans (CEDIN) EQS 508/9 Asa Sul: Equipe composta por psicólogo, assistente social, psiquiatra, endocrinologista, fonoaudiólogo, urologista, ginecologista, dermatologista, terapeuta ocupacional e enfermagem.

Ambulatório LGBTQIA+ HMIB (608 Sul – Asa Sul): Atende o público LGBTQIA+ com neurodiversidade, ou seja, dispraxia, dislexia, transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDHA), autismo, síndrome de Tourette e outras.

CREAS da Diversidade (614/15 Sul – Asa Sul): Voltado especificamente para situações de discriminação por orientação sexual, identidade de gênero, raça, etnia ou religiosidade.

HUB (604/5 Norte – Asa Norte): Atendimento psicológico, seguido de encaminhamento para qualquer especialidade, como ginecologia, urologia, dermatologia, odontologia, psiquiatria. Atendimento de pessoas com HIV. *Atendimento de pessoas em situação de dependência química.

CAPS AD: Os usuários de álcool e dependentes químicos podem contar com o apoio de sete unidades do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS AD) em Santa Maria, Guará II, Sobradinho II, Itapoã, Ceilândia, Rodoviária do Plano Piloto e Samambaia.

– E mais:

3 Repúblicas LGBTQIA+;

Delegacia Especial de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Religiosa ou por Orientação Sexual ou contra a Pessoa Idosa ou com Deficiência (Decrin).

Com informações da Agência Brasília.

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