Viva fora do tempo

mmPor ,14/10/2018 às 20:00, Atualizado em 11/10/2018 às 15:48

Quem tem idade é o corpo. O espírito que o habita é eterno

A pobre Humanidade deste Planeta, esquecida de que não somos o corpo, colabora para manter a separação e a discriminação existente em nosso meio, inclusive pela idade.

Quem tem idade é o corpo. O espírito que o habita é eterno. Se você aceitar isso, viverá eternamente sem idade, relacionando-se de igual para igual com a criança, o jovem e o velho.

Se aceitar também que somos irmãos, então não será mais um agente de separação e discriminação. Mais ainda: se aceitar “que somos todos visitantes deste tempo, deste lugar. Estamos só de passagem. Nosso objetivo é observar, crescer, amar… e depois voltar pra casa”.

Então, encarará a morte  com naturalidade, como fez o Apóstolo Paulo – relatado no livro “Paulo e Estevão” – diante do carrasco que o degolaria, mas que estava vacilante: “não tenha pena de mim. Tenha pena de você que vai continuar fazendo este trabalho imundo. Eu cumpri meu dever e vou ao encontro do meu Senhor”.

Não obstante, não confunda enfrentar a morte com naturalidade com não valorizar a vida. A vida é um presente para que você cumpra uma missão e desenvolva-se em bondade e sabedoria, como ensinou Emmanuel. Quanto mais bondade e sabedoria, mais fácil é vivê-la.

Qualquer pessoa que desenvolver-se em bondade e sabedoria sentirá alegria de forma crescente e pensará em loucura. Ivone Pereira, autora do livro “Memória de um Suicida”, alegrou-se tanto no final da vida que pensou que estivesse enlouquecendo, mas a sua alegria era apenas consequência do seu crescimento e do cumprimento do seu dever. Dever nobre de escrever sempre para prevenção ao suicídio.

Na mesma direção ensinava o Mestre Chico Xavier: “eu sou feliz. Fiz todos os meus deveres de casa. Vejo mais beleza olhando para uma folha de uma planta do que numa poesia de Shakespeare”.

Crescer espiritualmente é rejuvenescer-se em espírito sensibilizando o corpo que também se sentirá jovem. É desta maneira que a barreira do tempo desaparecerá. Chico Xavier, após horas de trabalho fatigante recebendo mensagens, convidava os amigos e amigas, ia pra casa, escondia algo, pedia-lhes que o procurassem, e ria como uma criança. Vivia fora do tempo.

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