“Tapetão” pode alterar resultados das eleições no DF

BSB Capital 01/06/2022 às 15:44, Atualizado em 02/06/2022 às 10:40

Condenação de Izalci e anulação de processos contra Arruda tumultuam o campeonato

Foto: Montagem com ilustração de Amarildo, Kleber e Duke

Por Chico Sant’Anna

A eleição em Brasília neste ano poderá ter surpresas de última hora. Tudo por repercussões do chamado “tapetão”, que no jargão futebolês significa decisões tomadas fora das quatro linhas do campo.

As recentes decisões do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, que ampliou para quatro anos e oito meses de prisão a condenação atribuída ao senador Izalci Lucas (PSDB); e a do ministro do STF, André Mendonça, que anulou duas condenações ao ex-governador cassado José Roberto Arruda e remeteu os processos para novo julgamento pela Justiça Eleitoral, têm tudo para tumultuar o campeonato.

Essas decisões podem alterar profundamente a escalação dos times nas eleições de 2 de outubro. Apesar de Izalci entender que não estará inelegível até que o processo contra ele se conclua – transite em julgado –, o entendimento de juristas é outro.

Cartão vermelho

Como salienta o advogado André Maimoni, especialista em direito eleitoral, somente um efeito suspensivo, estabelecido pelo Superior Tribunal de Justiça, manterá Izalci no jogo. Do contrário, é cartão vermelho.

Com Izalci fora de campo, quem ganha a vaga é a deputada Paula Belmonte (Cidadania). PSDB e Cidadania formaram uma federação para atuar juntos, em tabelinha, mas como aqueles jogadores fominha de bola, cada um quer pegar caminho diferente. Belmonte não passa bola pra Izalci. Prefere lançar Reguffe (UniãoBr) no ataque, tendo ela como senadora ou vice.

Essa estratégia só funciona sem a presença de Izalci, que diz estar prestigiado pelos cartolas da direção nacional do PSDB. Belmonte joga para matar a jogada antes mesmo que ela se inicie.

Sombra

Por conta dessa eventual desclassificação prematura, no time de Izalci muita gente levanta suspeição quanto ao momento da decisão da 3ª Turma Criminal do TJDFT – que reformou decisão da 1ª instância, que entendeu estarem prescritos os crimes atribuídos pelo Ministério Público ao senador, quando respondeu pela secretaria de Ciência e Tecnologia do governo Arruda.

Acreditam ter ocorrido uma mãozinha externa, uma sombra, estimulando a agilidade da sentença, pouco antes do apito inicial da campanha eleitoral. Indagado sobre de quem seria essa sombra, o coordenador de campanha do tucano, Paulo Fona, foi irônico: “Com certeza não é da Keka Bagno”, referindo-se à pré-candidata do Psol ao GDF. Leia matéria completa no blog Brasília, por Chico Sant´Anna.

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