Professores sem reajuste há sete anos

BSB Capital 31/03/2022 às 15:28, Atualizado em 04/04/2022 às 14:42

Mobilização da categoria tem nova assembleia, com paralisação, no dia 27 de abril

Foto: Sinpro-DF

Sinpro-DF

Sabe quanto o professor (a) do seu filho recebe de auxílio alimentação? R$ 394,50. Sabe quando foi o último reajuste desse benefício? Em 2014. São oito anos sem nenhum reajuste. Segundo o Dieese, em 2014 o custo da cesta básica era de R$ 331,19. O mesmo instituto calcula que esse custo está em R$ 670,98. Um aumento de 102,5%.

Está cada vez mais difícil resolver a equação compras de mês/remuneração mensal. A disparada dos preços, iniciada em 2021, acelerou neste ano. Frente a isso, professores (as) e orientadores (as) educacionais da rede pública de ensino no DF amargam oito anos sem reajuste no auxílio-alimentação e sete anos sem reajustes em seus salários.

De acordo com a Lei Complementar nº 840/2011, o reajuste do auxílio-alimentação de todos os servidores (as) públicos (as) do DF deve ser feito anualmente.

O “aumento” anunciado pelo governador Ibaneis Rocha é apenas o cumprimento de ordem do TJDFT de que o GDF efetue o pagamento da última parcela do reajuste conquistado em 2015. E esse valor é irrisório.

A categoria não luta não só pela valorização de seus cargos, mas também por condições de trabalho dignas – que se traduzem em mais qualidade de ensino para o seu filho. As reivindicações dos professores vão muito além de questões salariais.

As pautas pedagógicas da categoria não são desprezíveis. Segundo cálculos do Sinpro, a demanda reprimida por concursos públicos para repor o quadro do magistério público distrital é de mais de 5 mil professores, sem contar com o fato de que, do total de 35.504 profissionais em sala de aula no DF, 10.791 são de contrato temporário, e sem considerar o aumento demográfico da população, que gera a demanda natural por mais unidades físicas de ensino e mais professores.

Há também a necessidade de ao menos mais 3 mil monitores para dar conta das demandas dos estudantes com necessidades especiais – e 14 mil concursados aprovados aguardando convocação.

Essa demanda reprimida de novos profissionais fica evidente ao vermos as turmas superlotadas em meio a mais de 26 mil novas matrículas e nem uma nova escola construída no DF.

É por conta de todos esses problemas que, no próximo dia 27 de abril, os professores do seu filho farão uma assembleia geral com paralisação.

Leia mais em Brasília Capital

Deixe um comentário

Rolar para cima