Imagens feitas por Orlando Brito serão projetadas no Museu Nacional nesta quarta

BSB Capital 17/05/2022 às 13:00, Atualizado em 17/05/2022 às 13:08

A obra fotográfica de Orlando Brito geralmente ultrapassa o registro fotojornalístico e traz um discurso poético e artístico

Foto: Acervo Orlando Brito

Da Redação

Orlando Brito (1950 – 2022), um dos mais importantes fotojornalistas do Brasil, será homenageado pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec) nesta quarta-feira (18/5). Serão projetadas 16 imagens marcantes da trajetória do fotógrafo na cúpula do Museu Nacional da República, às 19 h. Em seguida, às 20h, a Galeria Central do Espaço Cultural Renato Russo será batizada com o nome do primeiro brasileiro a receber o World Press Photo Prize, concedido pelo Museu Van Gogh, na Holanda, em 1979.

A cerimônia é seguida pela projeção do filme Não Nasci para Deixar meus Olhos Perderem Tempo, de Claudio Moraes, na Sala Marco Antônio Guimarães. A entrada é franca e sujeita à lotação. O documentário mergulha na trajetória de Brito. “O olhar dele foi testemunha e filtro”, considera o secretário de Cultura e Economia Criativa, Bartolomeu Rodrigues. “Rebatizar a Galeria da Praça Central com o nome de Orlando Brito é dimensionar a importância desse mestre, que fez um recorte profundo da política brasileira por meio de seu olhar e sensibilidade artística”, completa o secretário.

Foto: Reprodução

A Carreira

O artista retratou presidentes e personalidades políticas desde a ditadura militar, tendo sua obra reconhecida pelo registro crítico da recente história do Brasil. Orlando Brito era mineiro de Janaúba e começou a carreira de forma autodidata em 1965, como laboratorista do jornal Última Hora, em Brasília. Dois anos depois, já era fotógrafo. Atuou em grandes redações como O Globo e Veja. Conquistou 11 vezes o Prêmio Abril de Fotografia e, a partir de 1987, foi considerado hors-concours da premiação. Também é autor dos livros O Perfil do Poder, de 1981: Senhoras e Senhores, 1992; Brasil: de Castello a Fernandos, 1996: e Poder, Glória e Solidão, 2002

A obra fotográfica de Orlando Brito geralmente ultrapassa o registro fotojornalístico e traz um discurso poético e artístico. A ponto de terem sido incorporadas aos acervos de instituições como o Museu de Arte de São Paulo, os museus de Arte Moderna do Rio de Janeiro e de São Paulo e o Centre Georges Pompidou, de Paris.

Com informações da Agência Brasília.

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