Doar sangue e combater o uso de drogas

BSB Capital 17/05/2022 às 15:56, Atualizado em 18/05/2022 às 11:59

Professora do CEM 304 de Samambaia parte do princípio de “Fazer o bem sem olhar a quem”

Foto: Divulgação

Da Redação

Desenvolvido desde 2016, o projeto Fazer o bem sem olhar a quem, da professora de Sociologia Gildenir Calisto dos Santos, do Centro de Ensino Médio (CEM) 304 de Samambaia, partiu da ideia de ajudar ao próximo e de valorização da vida;

A professora trabalha a doação de sangue e de medula óssea com responsabilidade. A proposta do projeto é que, a partir do gesto e da atitude da doação de sangue, se aborde com o adolescente outros temas que dão conta de sua postura perante a sociedade.

São abordados conceitos como ação social e burocracia, baseados na bibliografia do sociólogo Max Weber. O trabalho é realizado com pesquisas em grupo, visitação ao Hemocentro e outras casas de reabilitação.

Foto: Divulgação

O projeto se estende durante todo o ano letivo. Começa com os alunos divididos em grupos para apresentar seminários de conscientização sobre drogas (uso e tráfico), doenças sexualmente transmissíveis, gravidez na adolescência, depressão, aborto, doação de sangue, terceiro setor/trabalho voluntário.

Em seguida, os alunos participam de palestras sobre drogas e doenças sexualmente transmissíveis, com exibição de filmes. A etapa seguinte é a visita a instituições como o Hospital do Câncer; clínicas de reabilitação de usuários de drogas e casas de atendimento a soropositivos, com a proposta de se realizar uma campanha para ajudar alguma dessas instituições filantrópicas.

Foto: Divulgação

Na fase da pesquisa sobre a doação de sangue e de medula óssea, que ocorre no terceiro bimestre, os alunos buscam e compartilham mais informações sobre o conhecimento dos temas na sociedade. Os dados são tabulados em sala de aula. A professora identifica os alunos maiores de 18 anos e os maiores de 16 (que, pela lei, podem doar mediante autorização dos pais).

Estalo foi perfil de liderança

A professora Gil conta que o estalo para desenvolver o projeto foi observar que vários alunos com perfil de liderança estavam entrando no caminho das drogas. “Achei importante intervir de alguma forma, e sabia que abordar diretamente o combate às drogas não iria funcionar. Então, pensei na doação de sangue e cuidado com o próprio corpo e a própria saúde para poder cuidar do outro e da saúde do outro. Agora, são os próprios alunos que correm atrás das informações e compartilham com os colegas”.

Saiba+

O projeto da professora Gil foi um dos selecionados por um edital da Capes, que proporcionou à profissional do magistério um curso de dois meses no Canadá sobre pedagogia de projeto e educação centrada no aluno.

Leia mais em Brasília Capital

Deixe um comentário

Rolar para cima