GDF antecipa campanha de vacinação antirrábica 

BSB Capital 14/07/2022 às 16:18, Atualizado em 14/07/2022 às 17:43

Novo caso de raiva humana registrado em Brasília, depois de 44 anos, fez o Governo do Distrito Federal reforçar as barreiras contra o vírus rábico e antecipar a vacinação antirrábica de cães e gatos. Nos postos da Secretaria de Saúde há 180 mil doses disponíveis

Da Redação

Um novo caso de raiva humana registrado em Brasília, após 44 anos sem ocorrência da doença, fez o Governo do Distrito Federal (GDF) reforçar as barreiras contra o vírus rábico. A campanha de vacinação antirrábica de cães e gatos foi antecipada em 3 de julho. Essa ação é somada aos trabalhos de monitoramento da doença no Laboratório da Raiva, em atividade na Vigilância Ambiental de Zoonoses desde 1979.

Laboratório da Raiva. Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília

Seja nas áreas urbanas como nas rurais, a orientação é que todos os animais saudáveis de estimação sejam imunizados gratuitamente nos postos de vacinação, mesmo os que já tenham sido vacinados há menos de um ano, que é o período de proteção do antídoto. Segundo a Secretaria de Saúde, nos frigoríficos há atualmente disponíveis 180 mil doses da antirrábica. Outras 300 mil já foram solicitadas ao Ministério da Saúde para a campanha.

A raiva é letal em 99,9% dos casos. É uma doença infecciosa de origem viral que atinge mamíferos, o que inclui cães, gatos, bovinos, equinos, suínos e animais silvestres, como macacos. Vale lembrar, aves não transmitem raiva. O vírus, presente na saliva de animais infectados, é transmitido principalmente por meio de mordeduras e, eventualmente, pela arranhadura e lambedura de mucosas ou pele lesionada.

A orientação do diretor substituto da Vigilância Ambiental em Saúde, Laurício Monteiro Cruz, é que “dado o risco de mortalidade pelo vírus da raiva, todo acidente ou contato suspeito com animais deve ser imediatamente tratado e comunicado às autoridades sanitárias para acompanhamento do caso, tanto da parte humana quanto da animal”.

O tratamento humano alertado pelo sanitarista é lavar bem o ferimento com água e sabão para retirada das moléculas do vírus deixadas na superfície pelo animal e procurar imediatamente uma unidade de pronto atendimento (UPA) para tomar a vacina antirrábica ou o soro.

É muito importante procurar atendimento, por mais simples que seja o ferimento e sem que haja sintoma aparente, pois o vírus pode ficar incubado por meses até que se manifeste. “Todas as nossas atitudes (após o registro do caso de contaminação) foram rápidas e vacinar os animais é a principal delas, diante de tantas possibilidades de contágio”, orienta Laurício Monteiro.

Confira aqui os postos de vacinação antirrábica da Secretaria de Saúde do Distrito Federal.

Com informações da Agência Brasília.

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