Empatia e amor ao próximo

bsbcapitalPor , Antônio Villarreal (*)09/03/2021 às 9:30, Atualizado em 09/03/2021 às 12:40

Eis a questão: O que ser? O que viver?

Estão anunciando pelas redes sociais, em relação à covid-19 e às atitudes de algumas pessoas nas comunidades, para que não se deixem contaminar. Para responder a essas perguntas, temos que usar a MPF (Metodologia Paulo Freire), senão poderemos dar respostas totalmente erradas. Podemos errar ao responder importantes perguntas e nos tornarmos errados dentro de nossos corações. Por conseguinte, ser causa dos nossos atos errados.

Observem, a dificuldade que é se conscientizar de que sabemos que somos seres humanos e devemos agir como tal. Historicamente, devemos sempre estar atentos e refletindo sobre todos os nossos atos.

Foi por isso que o historiador e demais doutores, em convenção, definiram que o nosso nome científico é Homo Sapiens Sapiens. Observe que se escreve duas vezes a palavra Sapiens. Significa que somos a espécie Homo, seres mamíferos, que tem a consciência, de que sabe o que está acontecendo ao seu redor.

Podemos ver, observar, refletir e decidir. É o nosso livre arbítrio. Se temos a consciência do que estamos fazendo, mesmo que nossos atos possam prejudicar outros humanos, então, temos que nos preocupar em responder aquelas duas perguntas do início desta crônica de forma humana e racional.

É o nosso compromisso que temos com nossas decisões que se reflete em nossa vida. É coisa seríssima. A vida deve estar em primeiro lugar. E estar acima de todas as alternativas, entre elas, a riqueza e o lazer. A vida é mais importante. Por isso, não devemos nos contaminar.

Minhas amigas e amigos, não temos tempo, não temos mais fôlego para tantas notícias ruins. As pessoas não têm tanta estrutura emocional para tantos horrores. Temos assistido todas as formas as notícias ruins sendo aplaudidas, glorificadas. Governantes desautorizando a ciência.

Pessoas procurando, alegremente, não seguir as normas de saúde pública de formas as mais bizarras possíveis. Usar máscara no pescoço é a mais engraçada. Um cidadão sai à rua, um ambiente público onde temos a obrigação de ser educados e disciplinados, sem máscara ou com a dita mal colocada no rosto, deixando o nariz e a boca de fora.

Alguns ironizam, comentando que as máscaras no pescoço são porque a pessoa está com caxumba. Antigamente, dizia-seque a caxumba (ou papeira), quando atinge homens, surge no pescoço e vai para os testículos. E pode deixar o indivíduo inválido.

Talvez, seja a razão de muitos homens com caxumba colocarem a máscara no pescoço. Desse modo, fica a seriedade de termos compromissos com a comunidade em que vivemos.

Não nos contaminarmos com as ideias fascistas, as atitudes de violência, com o charlatanismo ou com o negacionismo. Assim, poderemos ter a mente mais tranquila e verdadeira com a nossa comunidade de forma humana e interplanetária.

(*) Professor aposentado da Secretaria de Educação do DF

 

Antônio Villarreal é professor aposentado da Secretaria de Educação do DF

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