Com risco de virar epidemia, caxumba provoca corrida aos postos de saúde

bsbcapitalPor ,16/06/2016 às 9:49, Atualizado em 09/07/2016 às 3:46

O brasiliense começa a procurar proteção contra a caxumba, doença que infectou 525 pessoas neste ano. A Secretaria de Saúde disponibiliza doses da vacina de acordo com o Programa Nacional de Imunização (PNI) do Ministério da Saúde. Até abril, 17,7 mil pessoas receberam a defesa. Ontem, a movimentação no Centro de Saúde Nº 7, da …

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O brasiliense começa a procurar proteção contra a caxumba, doença que infectou 525 pessoas neste ano. A Secretaria de Saúde disponibiliza doses da vacina de acordo com o Programa Nacional de Imunização (PNI) do Ministério da Saúde. Até abril, 17,7 mil pessoas receberam a defesa. Ontem, a movimentação no Centro de Saúde Nº 7, da 612 Sul era grande, em busca de informações. A Vigilância Epidemiológica monitora a situação e não descarta a possibilidade de epidemia. Em um colégio da quadra, pelo menos 10 alunos tiveram a infecção. Outros dois contraíram coqueluche — mal sob controle, segundo autoridades sanitárias.
Na próxima semana, o Executivo local deve receber outras 8,5 mil doses da vacina Tríplice viral, que combate o sarampo, a caxumba e a rubéola. O montante deve abastecer o estoque de 12 mil unidades da Secretaria de Saúde. “A cobertura vacinal para a caxumba atinge 95%. Esse índice é muito bom. Todos os locais com surtos estão sendo acompanhados. Em escolas, por exemplo, realizamos até a imunização. É um momento de extrema atenção, mas não necessita alarde”, explica a gerente de Vigilância Epidemiológica, Priscilleyne Reis.
Para diminuir os riscos de contrair a doença, a estudante do 7º ano Isabella Gertrudes, 12 anos, esteve no Centro de Saúde Nº 7, da 612 Sul. A avó dela, a contadora Suely Wanderley, 56, está assustada e procurou a imunização. “É preciso a Secretaria de Saúde explicar o motivo de a doença ter voltado com essa intensidade. Houve falhas na vacinação? O vírus mudou? A gente fica preocupada com essa situação”, reclama a moradora do Lago Sul.
A vacina leva até três semanas para começar a produzir anticorpos. Por isso, segundo a Secretaria de Saúde, nos próximos dias, deve haver o aumento dos casos. “Não temos alternativa no momento a não ser a vacinação. Os pais devem manter a carteira de vacinas atualizada. Aqueles que perderam o cartão ou não sabem se foram imunizados devem procurar o posto de saúde mais próximo”, alerta Priscilleyne. Adolescentes e adultos também têm direito à vacina (leia Imunização).

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