Bolsonaro fotografado com vice-líder da extrema-direita alemã

bsbcapitalPor ,26/07/2021 às 16:14, Atualizado em 31/07/2021 às 12:12

Foto com a neonazista, neta de ministro de Hitler, repercutiu muito mal entre judeus

O presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido) posou sorridente para fotografia ao lado da deputada alemã Beatrix von Storch, vice-presidente do partido de extrema-direita AfD (Alternativa para a Alemanha, na sigla em português).

A parlamentar de extrema direita, Bolsonaro, e o marido da deputada, Sven von Storch

Em mensagem publicada nesta segunda-feira (26) nas redes sociais, Beatrix, a parlamentar de extrema-direita agradeceu a Bolsonaro “pela amistosa recepção” e disse ter ficado impressionada com a “clara compreensão dos problemas da Europa e dos desafios políticos do nosso tempo” que o presidente mostrou.

A comunidade judaica recebeu muito mal o encontro com a deputada neonazista, filha do ministro da Fazenda de Adolf Hitler. O ex-secretário de Comunicação de Bolsonaro, Fabio Wajngarten, declarou que está sendo cobrado por grupos judeus que condenaram a fotografia.

“Em um momento em que a esquerda está promovendo sua ideologia por meio de suas redes e organizações internacionais em nível global, nós conservadores devemos trabalhar mais estreitamente em rede e defender nossos valores em nível internacional”, disse.

Beatrix von Storch é, pelo lado materno, neta de Johann Ludwig Schwerin von Krosigk, que serviu como ministro das Finanças da ditadura nazista de Adolf Hitler por mais de 12 anos.

Quem foi o avô de Beatrix von Storch

Inicialmente um conservador tradicional, Schwerin von Krosigk foi nomeado para o posto nos derradeiros meses da República de Weimar, mas acabou abraçando o nazismo com a ascensão de Hitler em 1933. Na posição de ministro das Finanças, Schwerin von Krosigk foi responsável por confiscar propriedades de judeus e explorar financeiramente áreas conquistadas pela Alemanha nazista.

Após o suicídio de Hitler, em abril de 1945, Schwerin von Krosigk foi ainda alçado ao posto de “ministro-chefe” (equivalente a chanceler) no efêmero governo do almirante Karl Dönitz, que havia assumido o cargo de presidente do que restava da Alemanha.

Concentrado em uma área do norte do país que ainda não havia sido conquistada pelos Aliados, o gabinete durou apenas alguns dias, e logo seus membros foram capturados por tropas britânicas.

Von Krosigk seria mais tarde julgado e condenado pelo Tribunal de Nuremberg, na etapa conhecida como o “julgamento dos ministros”, entre 1948 e 1949. Ele foi sentenciado a dez anos de prisão por crimes de guerra, mas foi beneficiado por uma anistia em 1951. Ele morreu em 1977.

Com informações do site UOL.

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