Após a debandada do PDT, o que pensaria Leonel Brizola?

bsbcapitalPor ,21/02/2016 às 16:02, Atualizado em 09/07/2016 às 3:53

Na quarta-feira (17), os senadores Cristovam Buarque e José Antônio Reguffe anunciaram sua saída do PDT, conforme antecipou em primeira mão a coluna Pelaí deste Brasília Capital na edição 246, que circulou no sábado (13). Ambos alegaram discordância das diretrizes do presidente nacional, Carlos Luppy, de apoio ao governo petista de Dilma Rousseff. Cristovam assinou …

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Foto: Divulgação

Na quarta-feira (17), os senadores Cristovam Buarque e José Antônio Reguffe anunciaram sua saída do PDT, conforme antecipou em primeira mão a coluna Pelaí deste Brasília Capital na edição 246, que circulou no sábado (13). Ambos alegaram discordância das diretrizes do presidente nacional, Carlos Luppy, de apoio ao governo petista de Dilma Rousseff. Cristovam assinou imediatamente a ficha de filiação ao PPS. Reguffe preferiu ficar sem partido por, pelo menos, um ano. No mesmo embalo, a presidente da Câmara Legislativa, Celina Leão, também admitiu estar de partida da legenda fundada pelo velho caudilho, engenheiro Leonel de Moura Brizola.

Por tratar-se de parlamentares que obtiveram expressiva votação nas últimas campanhas eleitorais, a primeira impressão é de que o PDT se desmilinguiu em Brasília. Mas o presidente regional Georges Michel computou apenas seis desfiliações de militantes, “todas de funcionários do Cristovam”, como fez questão de ressaltar. Reguffe não tinha nenhum aliado nas fileiras pedetistas. E o pessoal de Celina ainda não havia se manifestado, até quinta-feira (18), em relação a acompanhar ou não a próxima opção partidária da deputada distrital.

Diante de tantas defecções, torna-se oportuno fazer um exercício de imaginação para tentar adivinhar como Brizola reagiria em relação à postura de Cristovam, Reguffe e Celina. O presidente regional do partido no DF, Georges Michel Sobrinho, um dos mais ferrenhos e históricos brizolistas, acredita que o líder morto há 12 anos, aos 82 anos, comemoraria. “Sem dúvida, ele diria que é melhor o desleal fora do partido do que dentro, traindo os ideais e os compromissos de campanha”. E cita uma frase do velho caudilho: “há políticos que entram no bar e trocam de camisa”.

Michel compara o comportamento de Cristovam com o do senador Álvaro Dias (PR), que recentemente saiu do PDT para o PV sem fazer alarde. “O Cristovam só faltou contratar banda de música”, afirma, enquanto Dias manteve total discrição. Para o presidente do PDT-DF, o senador “traiu todos os princípios que o elegeram”. Na ótica do pedetista, o mais surpreendente foi a reação de vários parlamentares que, durante três horas de sessão, exaltaram a decisão do ex-reitor da UnB, “elogiando-o pela traição”.

Mesmo indignado, Georges Michel não percebe grande prejuízo para o PDT. Segundo ele, o partido tem 15 mil filiados registrados no cartório eleitoral e pelo menos outras 5 mil fichas a serem homologadas. E, junto com Cristovam e Reguffe, saíram apenas seis pessoas. E em cerra lembrando mais uma frase de Brizola: “Estou pensando em criar um vergonhódromo para políticos sem-vergonha, que ao verem a chance de chegar ao poder esquecem os compromissos com o povo”.

 


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