Violência gratuita em festas caríssimas

gabrielpontesPor ,18/08/2015 às 15:55, Atualizado em 18/08/2015 às 15:55

Não é de hoje que acordamos com notícias de brigas em festas ditas grã finas na madrugada anterior. Brasília é uma fonte inesgotável deste lamentável tipo de fato. As filas virtuais e a expectativa para o show de sábado do cantor Durval Lélis, no evento Na Praia, frustrou parte do público que queria apenas para …

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Não é de hoje que acordamos com notícias de brigas em festas ditas grã finas na madrugada anterior. Brasília é uma fonte inesgotável deste lamentável tipo de fato. As filas virtuais e a expectativa para o show de sábado do cantor Durval Lélis, no evento Na Praia, frustrou parte do público que queria apenas para dançar axé.

Jovens, cabelo em pé, dinheiro (ou cartão de crédito) no bolso, camisa Dudalina, calça Diesel, tênis Osklen, relógio no pulso e vodka com energético no copo. Este é o uniforme da balada candanga. A predominância de baderneiros em festas como esta, impossibilita saber quem é a minoria – se os amantes da boa música ou os truculentos uniformizados.

Misturam- se neste estereótipo todo tipo de gente. As rotinas são parecidas. “Esquentam” antes da festa; pedem uma garrafa de vodka acompanhada de seis energéticos, dividem o custo entre os amigos, tiram foto da garrafa em cima da mesa exclusiva para quem pede a tal bebida da moda; postam a foto no Instagram e perdem a linha.

Daí em diante, ninguém responde por si. Qualquer besteira vira motivo para bater, apanhar, matar, morrer.

Nem as belas garotas tiram-lhes o foco em se mostrar mais macho do que o semelhante – e põe semelhança nisso!

A chegada dos seguranças só aumenta a temperatura da pancadaria. Bater em segurança é um triunfo. Mas normalmente não compensa tentar.

A verdade é que as brigas compensam para os organizadores dos shows. A paz tornou-se o produto mais caro deste tipo de evento.

Por um público ‘selecionado’ os frequentadores pagam o dobro, o triplo do preço dos ingressos dos meros mortais.

A organização acrescenta alguns sofás e outros tipos de bebidas importadas e a entrada pula de R$ 100 para R$ 400. Claro, com a vantagem de se poder postar no Instagram as fotos no tal ‘ambiente reservado’.

Afinal, quanto vale a sua paz?


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