• Política
  • Cidades
  • Brasil
  • Esporte
  • Entorno
  • Pelaí
  • Versão impressa
  • Política
  • Cidades
  • Brasil
  • Esporte
  • Entorno
  • Pelaí
  • Versão impressa
Facebook X-twitter Instagram
  • Política
  • Cidades
  • Brasil
  • Esporte
  • Entorno
  • Pelaí
  • Versão impressa
  • Política
  • Cidades
  • Brasil
  • Esporte
  • Entorno
  • Pelaí
  • Versão impressa

Artigo

Vampiros no meio da curva

  • Redação
  • 01/04/2016
  • 12:02

Compartilhe:

Durante milênios, a Europa foi um campo de batalha. Tribos, clãs, feudos, condados, principados, impérios, sectários das mais diferentes crenças lutaram contínua e ferozmente entre si. Travaram guerras que às vezes chegaram a ser denominadas pelo seu tempo de duração: Guerra dos Trinta Anos, e ainda mais absurda, aquela que se prolongou pelo equivalente a quatro gerações, a Guerra dos Cem Anos. A partir do século XIX, em relação com o desenvolvimento econômico, particularmente no campo dos armamentos, as guerras europeias começaram a descambar para o genocídio, que como se sabe culminou com um holocausto.

Uma paz duradoura sempre pareceu impossível aos muitos europeus nascidos com a espada no gene. Mas algum tempo depois do encerramento da II Guerra Mundial (mais de cinquenta milhões de mortes e destruição daquilo que dezenas de gerações haviam construído), alguns políticos inteligentes e de boa-vontade propuseram uma nova fórmula para assegurar a paz: unir as nações do continente – a começar pelas mais poderosas – em torno dos interesses econômicos.

Com esse propósito, criou-se em 1949 a Comunidade Européia do Carvão e do Aço, que reuniu várias nações, entre as quais se destacavam França e Alemanha, os maiores e mais pertinazes adversários do continente. Os benefícios produzidos pelo acordo logo começaram a mudar a cabeça de povos e dirigentes, o que resultou na adesão de vários países.  Fortalecida, aquela primeira Comunidade Européia se tornaria semente de várias outras.

A etapa seguinte começou, pois, com a criação da Comunidade Econômica Européia, mais conhecida como Mercado Comum Europeu, instrumento que desde sempre fora visto como uma utopia.  O êxito da unificação econômica abriu caminho para a criação de órgãos internacionais destinados a tratar de problemas políticos e questões jurídicas: o Parlamento Europeu, sediado em Estrasburgo; o Conselho de Ministros, em Bruxelas; e o Tribunal de Contas, no Luxemburgo.

Graças ao desenvolvimento econômico, e sobretudo à decorrência de  mais de meio século de paz – algo inédito na história do continente –, ser aceito na Comunidade Européia é hoje um sonho de nações consideradas periféricas. E de outra parte, um prato indigesto para os ferrenhos nacionalistas da extrema direita, partidários do isolacionismo e sempre a fim de uma contenda. Sua campanha de destruição do sistema comum europeu acaba de conquistar a primeira vitória na Grã-Bretanha, onde uma escassa maioria decidiu pelo rompimento com o pacto comunitário.

Foi, no entanto, um plebiscito de resultados não de todo convincentes. Tanto que menos de uma semana depois da apuração dos votos, mais de 3 milhões de arrependidos já pediam um novo referendo: queriam  corrigir o que agora consideravam erro. Mas, mesmo que os resultados de um segundo turno sejam diferentes, o rastilho do primeiro já corre com celeridade pela Europa, incendiando corações e mentes de nacionalistas fanáticos, cujos sonhos, a História nos ensina, são sempre coloridos com o vermelho do sangue de vítimas incontáveis.

Compartilhe essa notícia:

Picture of Redação

Redação

Colunas

Orlando Pontes

Caiado é o cara

Caroline Romeiro

Brasília sedia debate sobre alimentação e nutrição

José Matos

A caridade real muda a realidade e deve ser recíproca

Júlio Miragaya

O surto de sincericídio de Vorcaro: “Banco é igual Máfia!”

Tersandro Vilela

IA avança no Brasil entre integração em plataformas

Júlio Pontes

A arte e o esporte resgatam o verde e amarelo

Últimas Notícias

Ibovespa em Queda: Impactos da Guerra no Irã e Mercado

14 de março de 2026
Shutterstock

Como os Piscianos Se Entregam ao Amor Profundamente

14 de março de 2026
© Dudás Szabolcs/Európai Bizotts

Jürgen Habermas: Falece aos 96 anos o filósofo da democracia

14 de março de 2026
© Fiba/Divulgação

Brasil enfrenta Mali no Pré-Mundial Feminino de Basquete

14 de março de 2026

Newsletter

Siga-nos

Facebook X-twitter Instagram

Sobre

  • Anuncie Aqui
  • Fale Conosco
  • Politica de Privacidade
  • Versão impressa
  • Expediente
  • Anuncie Aqui
  • Fale Conosco
  • Politica de Privacidade
  • Versão impressa
  • Expediente

Blogs

  • TV BSB Notícias
  • Pelaí
  • Nutrição
  • Chico Sant’Anna
  • Espiritualidade
  • TV BSB Notícias
  • Pelaí
  • Nutrição
  • Chico Sant’Anna
  • Espiritualidade

Colunas

  • Geral
  • Política
  • Cidades
  • Brasil
  • Esporte
  • Geral
  • Política
  • Cidades
  • Brasil
  • Esporte
Facebook X-twitter Instagram
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso

© Copyright 2011-2026 Brasília Capital Produtora e Editora de Jornais e Revistas LTDA.

Removido da lista de leitura

Desfazer
Welcome Back!

Sign in to your account


Lost your password?