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Economia

Trabalho versus Capital

  • Júlio Miragaya
  • 01/05/2023
  • 18:30

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Pela 134ª vez foi comemorado o Dia Internacional do Trabalhador. Sua origem remonta à repressão policial em 1º de Maio de 1886 à grande greve dos trabalhadores de Chicago que lutavam pela redução da jornada de trabalho para 48 horas semanais (oscilava entre 72 e 84 horas), que resultou em 3 operários mortos.

Em protesto contra as mortes, houve nova manifestação em 4 de maio, dispersada à bala pela polícia (sob o pretexto de um policial morto pelos operários), resultando em dezenas de mortos. Cinco líderes da greve foram condenados à forca e outros três à prisão perpétua, anos depois inocentados, pois a morte do policial fora obra do chefe de polícia da cidade (vê-se que armações não são de hoje).

 Três anos após o “Massacre de Chicago”, no primeiro Congresso da II Internacional Socialista (sucessora da I Internacional, de 1864 e 1876), em junho de 1889, em Paris, por iniciativa de Friedrich Engels, foi aprovado o 1º de Maio como o Dia Internacional dos Trabalhadores. E já em 1890, milhares de trabalhadores de vários países europeus e dos EUA desfilaram nas principais cidades protestando contra a exploração capitalista.

Mas sua consolidação ocorre após outro evento trágico. Em 1891, uma manifestação de 1º de Maio em Fourmies, pequena cidade industrial no norte da França, organizada por Paul Lafargue, genro de Karl Marx, foi brutalmente reprimida pela polícia, resultando em 10 trabalhadores mortos e 35 feridos. Em agosto, no 2º Congresso da Internacional Socialista realizado em Bruxelas, o 1º de maio foi oficializado como o Dia Internacional dos Trabalhadores em Luta pela Redução da Jornada de Trabalho, pelo fim do Trabalho Infantil e pela concessão de direitos às Mulheres Trabalhadoras.

No Brasil, o 1º de Maio começou a ser comemorado na última década do século XIX, em eventos organizados por militantes sindicais socialistas e anarquistas. Em abril de 1906, ocorreu no Rio de Janeiro o 1º Congresso Operário Brasileiro, com delegados de 28 sindicatos. Nele foi aprovado o 1º de Maio como “dia de luto”.

A fundação da Confederação Operária Brasileira (COB), em março de 1908, no Rio, agrupando 50 sindicatos, organizados nas Federações Operárias do RJ, SP e RS, reforçou a comemoração da data. Mas o impulso maior veio em 1917, sob a influência do processo revolucionário em curso na Rússia. Em junho/julho ocorreu uma grande greve geral em São Paulo, e em 1918 o 1º de Maio ocorreu nas principais capitais do País.

Em 1919 foi realizado no RJ o maior 1º de Maio até então, com 60 mil trabalhadores se concentrando na Praça Mauá e descendo em cortejo a Av. Central cantando a Internacional e outros hinos operários. A consolidação do movimento trabalhista no Brasil levou o presidente Artur Bernardes a decretar o 1º de Maio como Feriado do Trabalho em 1925.

É importante frisar que poucos países, entre os quais EUA e Canadá, com a anuência da pelegada local, não comemoram o Dia do Trabalhador em 1º de Maio, como forma de descaracterizar o traço classista da data. Hoje, é crucial resgatar o caráter de luta anticapitalista da data.

A conciliação de classes contamina o movimento trabalhista mundial desde o século XIX, e a social-democracia europeia e partidos reformistas mundo afora seguem esta toada.

Em tempos de forte ofensiva do capital, de extrema financeirização da economia e retirada de direitos, quando mais se torna necessária a luta contra o sistema, infelizmente o que se vê é a capitulação de muitas lideranças sindicais e políticas da esquerda moderada, que abraçam sem titubear a conciliação com a exploração e a opressão capitalista.

Que as lembranças de Chicago e Fourmies, assim como de Ipatinga (Usiminas), Volta Redonda (CSN), Eldorado dos Carajás e Corumbiara pelo menos as façam corar de vergonha.

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Júlio Miragaya

Doutor em Desenvolvimento Econômico Sustentável, ex-presidente da Codeplan e do Conselho Federal de Economia

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