“Tão Jovens” leva arte e cultura a estudantes do Gama

BSB Capital 30/06/2022 às 10:52, Atualizado em 01/07/2022 às 19:39

Abertas até terça (5) inscrições para 80 vagas gratuitas no projeto com oficinas de dança urbana, teatro, desenho e escrita criativa

Foto: Sinpro DF/Divulgação

Letícia Sallorenzo (*)

Estudantes de 11 a 17 anos regularmente matriculados no Centro de Ensino Fundamental 1 do Gama-DF ou da comunidade podem se matricular, gratuitamente, até terça-feira (5) no projeto “Tão Jovens – Arte e Educação”. Serão disponibilizadas 80 vagas e as inscrições (também gratuitas) podem ser feitas na sala de Orientação Educacional do CEF01.

Será um espaço de acolhimento, pertencimento e discussão para os estudantes do Gama. O “Tão Jovens” trabalha as identidades dos jovens, para se conectarem à comunidade e com outros jovens, e desenvolverem novas habilidades. As aulas acontecem de 2 de agosto a 20 de outubro. Ao final do curso haverá uma apresentação de cada turma para a comunidade.

Realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura (FAC-DF), o projeto oferecerá quatro oficinas: dança urbana, teatro, desenho e escrita criativa. “A proposta é de oferecer oficinas, onde jovens possam conviver com outras pessoas, participar de atividade que escolheram de forma protagonista, desenvolver habilidades e se projetarem para o futuro a partir dessa experiência”, explica a idealizadora Sônia Tavares.

Transformação

Produtora cultural e orientadora educacional, Sônia Tavares avalia que “ao se conectar com sua melhor versão, o jovem pode transformar o ambiente escolar e o território num lugar mais democrático e humanizado, onde os saberes sejam valorizados, assim como a identidade e o pertencimento social”.

 Na comunidade, essa ação reflete em vários comportamentos, gerando impactos positivos como a afirmação da identidade, do pertencimento e da representatividade; a sensibilização para importância do combate a todas as formas de violência; a criação de espaços onde os estudantes possam agir ativamente na escola; o combate a práticas racistas e sexistas no cotidiano escolar, entre outros.

Essa relação da comunidade com a escola fica muito evidente neste projeto, em que a escola reforça sua vocação de ser, também, um espaço de escuta ativa, acolhimento emocional, de discussões e potencialização das identidades.

Oficinas

A oficina de danças urbanas enquanto expressão artística aborda positivamente o conceito de identidade e pertencimento da juventude periférica de forma positiva. Enfatiza a potência que emerge das comunidades. “Sentir tudo o que se toca, escutar tudo o que se ouve, ver tudo o se olha e reativar a memória dos sentidos para desmecanizar os corpos e mentes”, torna-los mais conscientes.

Criar no ambiente escolar espaços de interação, vivência e convivência com a diversidade humana para desconstrução de preconceitos, valorizar os saberes e experiências individuais e coletivas. Aguçar a capacidade de linguagem e expressividade dos corpos, mediado pelos elementos da dança.

O curso de desenho envolve diversas atividades práticas e exercícios que irá fazer com que o cérebro desenvolva habilidades de desenhar. O aluno passará a ter mais firmeza e destreza para fazer suas criações em qualquer tipo de desenho, pois assim que começar a se familiarizar com as técnicas básicas de luz, sombra e composição, será capaz de fazer os desenhos mais complexos. Com o desenho, ira aprender a ter foco, concentração e, o mais importante, desenvolver sua identidade artística.

A base do curso de teatro será a possibilidade do encontro. O encontro consigo e principalmente com o outro. Além de atividades teóricas e práticas que pretendem iniciar nossos alunos ao universo teatral, exercitando fala, foco, atenção, autonomia e tantas outras potências de cada um. Queremos despertar a escuta, a cidadania e a sensibilidade coletiva de cada aluno presente em nosso curso.

A proposta “EU corpo, EU pele, EU tessitura: EU travestida (o) de PREDICATIVOS, quero dizer ao mundo que SOU” é uma oficina de escrita criativa para trabalhar a noção da construção identitária numa perspectiva contra hegemônica, ou seja, fora dos padrões de beleza e de sucesso impostos pela sociedade, que tanto afetam a juventude.

A identidade, sobretudo na adolescência, é um processo contínuo, carregado de significativa mutabilidade e transitoriedade. Por isso a oficina explorará bastante a noção predicativos, termo gramatical que expressa justamente qualidades e estados transitórios.

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