Tá ruço pro Rosso

BSB Capital 19/10/2017 às 14:50, Atualizado em 20/10/2017 às 14:04

Rosso tem um histórico de rompimentos políticos no DF, o que também depõe contra ele

Enquanto difunde em alguns setores da mídia que seu partido, o PSD, terá candidatura majoritária no DF em 2018, na prática o deputado Rogério Rosso está numa sinuca de bico. Perdeu as condições de manter a aliança com o PSB do governador Rodrigo Rollemberg, e nunca foi chamado para as reuniões do bloco de centro-direita que busca uma candidatura única para concorrer com Rollemberg.

Tampouco o grupo que tenta se formar em torno do presidente da Câmara, Joe Vale, e do senador Cristóvão Buarque tem dado sinais de interesse numa proximidade com Rosso. Todos temem a associação do nome de Rosso com o do ex-presidente da Câmara Federal Eduardo Cunha, de quem o deputado do PSD de Brasília era um dos fiéis escudeiros, dentro do grupo que se batizou de Centrão.

Rosso tem um histórico de rompimentos políticos no DF, o que também depõe contra ele, que surgiu na política pelas mãos do então governador Joaquim Roriz, cujas filhas tinham forte amizade com então esposa de Rosso, Karina, herdeira de uma família de um grande grupo empresarial brasiliense.

Depois que Roriz renunciou ao mandato de Senador, Rosso aproximou-se de Tadeu Filippelli, que passou a comandar o PMDB de Brasília. Mas quando Rosso assumiu o mandato-tampão de governador do DF acabou rompendo com Filippeli, pois não chegaram a um acordo quanto à disputa do Palácio do Buriti no ano de 2010.

Ao assumir o comando do PSD no DF, em 2012, Rosso aproximou-se de Rollemberg, garantindo a seu partido a vaga de vice-governador na chapa que acabou vitoriosa no pleito de 2014. Mas Rosso indicou para a disputa um de seus fiéis seguidores do tempo de governador-tampão, Renato Santana. Neófito na política, Santana assumiu uma postura de confronto com o governador, o que acabou implodindo todas as pontes que ligavam o PSD ao PSB. A postura de Santana pode ter servido aos interesses imediatos de Rosso de mostrar independência em relação a um governo mal avaliado como o de Rollemberg, mas, por outro lado, colocou o PSD num isolamento político que poderá ser fatal nas eleições do ano que vem.

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