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Política

Renato Santana, o “ex-vice” de Rollemberg

  • Redação
  • 06/01/2017
  • 16:14

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Renato Riella

 

Entre milhares de erros de origem cometidos no início do governo, um dos maiores do governador Rodrigo Rollemberg foi encher o vice-governador de cargos, como uma espécie de super-secretário das administrações regionais, inclusive acumulando algumas regiões como se fosse o próprio administrador. Nessa decisão, tomada no início de governo, há diversas aberrações, todas ligadas a Renato Santana.

A principal aberração é que o governador não teve ao seu lado ninguém sensato e experiente para berrar no seu ouvido uma frase básica de qualquer administração: “Nunca nomeie quem você não puder demitir com facilidade”.

Todo governador que nomeou a mulher para cargo de secretária se arrependeu. E todo chefe de Executivo que dá função administrativa a vice perde o vice. Pode haver uma exceção aqui ou ali, mas é bem casual.

O outro erro de Rollemberg foi ver em Renato Santana a solução para o difícil problema das cidades-satélites, pois havia a expectativa maluca de que se implantasse eleição direta para escolha dos administradores (promessa de campanha).

Na verdade, Renato Santana é um servidor de carreira do GDF, provavelmente respeitável, mas com baixíssimo índice de conhecimento público (e prestígio) e certamente sem a necessária experiência para chegar onde chegou.

Rollemberg e os ‘gênios’ que tentaram assessorá-lo no início de governo não imaginaram que Santana, como homem de confiança do deputado Rogério Rosso (PSD), poderia estar a serviço desse seu líder político, que certamente será concorrente do atual governador na eleição de 2018.

Agora, após a crise do aumento dos ônibus, a relação ficou totalmente estragada, crítica, vergonhosa. Rollemberg, de forma intempestiva, decidiu demitir Renato Santana do último cargo (Administração de Vicente Pires) e demitiu também dezenas de assessores de confiança do vice.

Agora, na prática, Rollemberg não tem mais vice-governador para nada.

Como o governador fará quando tiver alguns dias de férias ou uma viagem internacional, ou mesmo um problema de saúde?

Para completar, fiquem sabendo que, na linha de sucessão, se o substituto não for Renato Santana, será o presidente da Câmara Legislativa, Joe Valle (PDT), também em choque com o governador.

Na verdade, quem não está em choque com Rollemberg, nosso governador bem eleito, com mandato até 31 de dezembro de 2018?

Ele perdeu os três senadores do DF e praticamente os oito deputados federais.

Na Câmara Legislativa, pode ter alguns apoios localizados, mas no mês passado houve a situação assustadora da derrubada de vetos em 29 projetos de lei recusados pelo governador. Viraram lei numa rebelião dos distritais.

Rollemberg ainda cometeu o erro de tentar decidir a eleição para a Mesa Diretora da CLDF – e perdeu!

A pergunta que se faz é: qual poder moderador Rollemberg admitirá para que possa concluir o seu mandato? Do jeito que vai, pode ficar ingovernável. Alguém precisa dizer a ele que política se faz de braços e portas abertas

Quem tem o poder precisa ter magnanimidade para falar respeitosamente com os adversários e ceder quando for útil à governabilidade.

Há algumas semanas, se ele tivesse recebido em palácio o deputado Laerte Bessa (PR), numa negociação salarial dos policiais civis, nada de grave teria acontecido. Mas o deputado-policial foi barrado pela segurança e xingou o governador de tudo, baixando ainda mais o nível da política no DF.

Paz! Paz! Paz! – o povo quer trabalhar!

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