A Petrobras fez um anúncio significativo nesta quarta-feira, 18 de março de 2026, ao revelar a descoberta de uma nova acumulação de gás em um poço exploratório localizado no litoral da Colômbia. O poço, chamado Copoazu-1, está situado na Bacia de Guajira, no Mar do Caribe, a cerca de 36 quilômetros da costa.
Segundo um comunicado da empresa direcionado aos investidores, o poço no Bloco GUA-OFF-0 está em águas profundas, a uma profundidade de 964 metros, e a 76 quilômetros da cidade de Santa Marta.
Para a Petrobras, essa descoberta é um passo importante, pois "consolida a província gasífera e o potencial de gás no offshore colombiano, ao mesmo tempo em que adiciona um maior volume de gás para contribuir com a segurança energética da região". Além disso, o novo poço fica a apenas 8 quilômetros de dois outros poços da Petrobras que são considerados significativos: os poços Sirius-1 e Sirius-2.
A empresa ressalta que a relevância da descoberta dentro do contexto exploratório do Bloco GUA-OFF-0 é notável. A presença de gás foi confirmada através de perfis elétricos e amostragens de fluido, revelando a existência de gás em mais de um nível, o que torna essa descoberta ainda mais interessante.
As atividades de perfuração no poço começaram em 11 de novembro de 2025. A Petrobras, atuando na exploração e produção de petróleo e gás na Colômbia, faz isso por meio de sua subsidiária, a Petrobras International Braspetro B.V – Sucursal Colômbia (PIB-COL).
Essa exploração é realizada em consórcio com a estatal colombiana Ecopetrol, que detém 55,56% do consórcio, enquanto a Petrobras possui 44,44%. Apesar de ser a parte minoritária, a Petrobras é a operadora da exploração nesse bloco.
A atuação no bloco exploratório colombiano faz parte de uma estratégia de longo prazo da Petrobras, que busca "recompor as reservas de petróleo e gás por meio da exploração de novas fronteiras e da atuação em parceria com outras empresas, garantindo assim o atendimento à demanda global de energia durante a transição energética".
É importante notar que a região onde se encontram os poços Sirius faz parte da margem equatorial, conforme mencionado pela diretora de Exploração e Produção da Petrobras, Sylvia Anjos, em uma declaração feita em 5 de dezembro de 2024.
Naquela ocasião, a estatal havia informado a descoberta do maior reservatório de gás natural da história da Colômbia. Apesar do potencial significativo de gás, a Petrobras afirmou que a produção seria destinada ao mercado colombiano, que enfrenta uma alta demanda.
No Brasil, a Petrobras obteve, em outubro do ano passado, uma licença do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para explorar petróleo na margem equatorial.
Em janeiro deste ano, a empresa confirmou um vazamento ocorrido durante uma perfuração a 175 quilômetros do Amapá, na Margem Equatorial brasileira. Após a identificação desse vazamento, a estatal precisa atender a certas condições impostas pela Agência Nacional de Petróleo para retomar suas atividades de exploração.
Além de suas operações na Colômbia e no Brasil, a Petrobras também está presente na produção de petróleo em outros países, incluindo a Namíbia, na África.