José Matos
No dia em que proferiu o Sermão da Montanha, três considerados párias da sociedade procuraram o Evangelista Mateus para uma entrevista com Jesus. Mateus, ainda não transformado, humilhou os três e questionou-lhes: quem eram eles para uma entrevista com o Mestre.
Jesus assistiu de longe e não interferiu. Os três mendigos, arrasados com a grosseria de Mateus, permaneceram no local, por não poderem voltar e, à tardinha, tiveram a graça de assistir ao maior sermão já proferido por um Avatar (Jesus). Jesus subiu ao monte e proferiu o mais extraordinário sermão de todos os tempos: o Sermão da Montanha, considerado por muitos superior ao Sermão de Benares, proferido por Buda quando iniciou sua trajetória.
Falando sobre o Sermão da Montanha, Mahatma Gandhi assim se expressou: “Se se perdessem todos os livros sagrados da humanidade e só se salvasse somente o Sermão da Montanha, nada estaria perdido”.
Após ouvir o Sermão, e caindo em si, Mateus procurou os chamados párias, desculpou-se, conversou longamente e os convidou para o jantar. Jesus, aproximou-se e ensinou-lhe: “Bem-aventurados são também os que ouvem e realizam estas palavras”, grafou Humberto de Campos no livro Boa Nova, com psicografia de Chico Xavier.
Quem são os bem-aventurados hoje? São aqueles que vivem com ética e em solidariedade. Há países, como a Dinamarca, em que a virtude da empatia é ensinada nas escolas a fim de contribuir com a saúde mental dos alunos. Esta é a verdadeira revolução.
Esta ideia precisa ser espalhada pelo mundo. É assim que um dia vivenciaremos “o amor ao próximo como a si mesmo” recomendado por Jesus ou por Madre Tereza, quando afirmou: “O que eu faço é uma gota d’água no oceano, mas sem ela o oceano seria menor”.
“Então, eu vi um novo Céu e uma nova Terra”, disse João, no Apocalipse.