Ônibus novos apodrecem no pátio

bsbcapitalPor ,11/04/2015 às 18:30, Atualizado em 11/04/2015 às 18:30

O deputado distrital Chico Vigilante (PT) denunciou na terça-feira (31) um grande desperdício de dinheiro público pelo Governo do Distrito Federal. Ele foi à garagem da TCB (Transporte Coletivo de Brasília) e constatou a existência de 106 ônibus escolares novos parados no pátio. Os veículos foram adquiridos pelo GDF no ano passado, em parceria com …

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chico vigilante

O deputado distrital Chico Vigilante (PT) denunciou na terça-feira (31) um grande desperdício de dinheiro público pelo Governo do Distrito Federal. Ele foi à garagem da TCB (Transporte Coletivo de Brasília) e constatou a existência de 106 ônibus escolares novos parados no pátio.

Os veículos foram adquiridos pelo GDF no ano passado, em parceria com o governo federal, pelo programa “Caminho da Escola”, com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Trinta deles são adaptados com rampa , box para cadeirantes e plataforma para facilitar o acesso de alunos com deficiências físicas. Todos estão à disposição da Secretaria de Educação, mas nas condições em que se encontram, sob o sol e a chuva, correm o risco de se deteriorar.

Em 2013, o então governador Agnelo Queiroz, por meio de decreto, autorizou o repasse de recurso da Secretaria de Educação para a TCB executar o transporte escolar e criou um grupo de trabalho para analisar e elaborar um plano de atuação da empresa com esta modalidade.  Com isso, durante todo o ano de 2014, a TCB operou o sistema de transporte público escolar, inclusive cerca de 10 mil alunos do ensino especial.

Mas a atual gestão cancelou o contrato com a TCB, alegando que ficaria muito caro. Os ônibus circulavam em todas as Regionais de Ensino que possuem escolas com ensino especial. Os demais estavam sendo utilizados para atender a Educação Integral de Brazlândia e do Plano Piloto.

A Secretaria alega que está tentando fazer um contrato emergencial para poder usar os ônibus. “Mas ela não tem pessoal nem condições técnicas para isso. A melhor saída para essa situação seria continuar a operação com a TCB, uma empresa pública que presta um serviço de qualidade e, em minha opinião, a única em condições de assumir esta gestão”, afirma Chico Vigilante.

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