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Economia, Geral

O sonho socialista: Marx, parteiro; Stalin, coveiro

  • Júlio Miragaya
  • 06/04/2023
  • 07:00

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Foto: Divulgação dominío publico

Deveria estar abordando aqui a proposta do novo arcabouço fiscal, mas o farei nos próximos artigos, quando já deveremos ter o texto final e o esboço da LDO para 2024, tornando a análise mais embasada. Vamos então a uma outra insigne questão, vivida há 140 anos. Em março de 1883, morria Karl Marx, que foi o fundador do Socialismo Científico, com Engels, e motivou gerações inteiras a se dedicarem à luta contra a exploração capitalista.

Coincidentemente, em abril de 1923, no 12º Congresso do Partido Bolchevique, após o 3º AVC de Lenin, Joseph Stalin consolidava seu poder na URSS, ele que foi o líder inconteste da burocracia soviética que sepultou o sonho socialista e que morreu há exatos 70 anos, em 1953.

Desde a consolidação do sistema capitalista na segunda metade do século XVIII, foram inúmeros os que denunciaram a perversidade do sistema, com a cruel exploração que a emergente classe burguesa promovia sobre os trabalhadores assalariados. Defendiam a justiça social, no que ficou conhecido como Socialismo Utópico.

Foram Marx e Engels que, estudando as engrenagens do sistema e dissecando suas entranhas, formularam a teoria do Socialismo Científico. O Manifesto Comunista, de 1848, e O Capital, de 1867, foram marcos de uma época em que a classe trabalhadora começou a vislumbrar a possibilidade real de erigir uma sociedade mais justa.

Enganam-se os que acham que Marx e Engels se limitaram à formulação teórica, pois ambos lideraram a fundação da 1ª Internacional Socialista (1864) e influenciaram a Comuna de Paris (1871), a primeira e breve experiência socialista. Inspirados nas ideias dos dois, os trabalhadores europeus, dos EUA e até de países da periferia capitalista se organizaram para lutar por suas reivindicações mais prementes (melhores salários, menor jornada de trabalho) ou para pela superação da sociedade capitalista.

O surpreendente (e trágico) é que o sonho se tornou realidade, não numa economia capitalista plenamente desenvolvida (Inglaterra, Alemanha ou França), como preconizavam Marx e Engels, mas na atrasada Rússia Czarista. A Revolução de outubro de 1917 comandada pelo Partido Bolchevique, tendo à frente Lenin e Trotsky, implantou o governo dos sovietes (conselhos de operários, camponeses e soldados).

Mas o cenário se desenhou adverso para a nova República Soviética. A Rússia vinha de quatro anos de envolvimento na 1ª Guerra Mundial seguidos de quatro anos de uma sangrenta guerra civil, intervenção de 18 nações estrangeiras e desastres climáticos, de forma que a economia entrou em colapso. A renda nacional em 1922 correspondia a 1/3 da existente em 1913. De outro lado, a revolução social fracassou na Alemanha, Hungria, Áustria e Finlândia, isolando completamente o país.

O maior drama, porém, foi o que aconteceu com quem esteve à frente da tomada do poder, a classe operária russa. Com milhares sendo recrutados para o Exército Vermelho e para cargos no Estado Operário e com milhares retornando para o campo em função da queda de 80% na produção industrial, o contingente operário despencou de 3 milhões em 1913 para pouco mais de 1 milhão em 1922. Isto tornou os sindicatos raquíticos e esvaziou o poder decisório dos sovietes operários. Concomitantemente, cresceu o contingente empregado nos novos órgãos e instituições criados pela nova república, alcançando 6 milhões em 2022.

O enfraquecimento físico e político da classe operária e o isolamento da URSS pavimentaram a ascensão meteórica da burocracia soviética, que encontrou em Stalin seu mais legítimo representante. O que se seguiu foi a supressão da democracia operária, inicialmente nos sovietes, depois no próprio Partido Bolchevique e o inchamento deste, com a entrada de centenas de milhares de carreiristas que prosperavam nos cargos administrativos, curso que nem a sobrevivência de Lênin teria podido conter.

O sonho de uma nova sociedade socialista, livre da exploração capitalista e radicalmente democrática, durou não mais que 5 anos. Logo instaurou-se o terror stalinista, responsável pela perseguição e execução de centenas de milhares de russos, incluindo quase todo o comitê central do partido que realizou a Revolução em 1917. São cem anos desde que o coveiro do socialismo ascendeu ao poder na URSS, e nem sua morte, há 70 anos, permitiu que pudéssemos deixar de ver o socialismo apenas como um sonho distante.

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Júlio Miragaya

Doutor em Desenvolvimento Econômico Sustentável, ex-presidente da Codeplan e do Conselho Federal de Economia

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