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Geral, Mundo

O rei está nu!

  • Júlio Miragaya
  • 27/06/2023
  • 11:00

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Quem poderia prever que o todo poderoso Putin, que enfrenta uma ampla coligação de potências ocidentais agrupadas na OTAN, seria desafiado e desmoralizado pelo líder de um reles agrupamento mercenário? Descontente com o tratamento dispensado à sua milícia, as tropas de Prigozhin se rebelaram contra o comando militar russo, recebendo, na sexta-feira (26) uma resposta implacável do líder russo:

 “No momento em que toda a máquina militar e econômica do Ocidente foi dirigida contra nós, enfrentamos uma rebelião armada, um ato de traição. Todos aqueles que organizaram o motim militar, que prepararam uma insurreição armada, que traíram a Rússia, serão responsabilizados por isso, sofrerão a punição inevitável”.

Na sequência dos fatos, as tropas de Prigozhin ocuparam Rostov-on-Don, sede do comando militar que dirige as operações na Ucrânia, abateu 5 helicópteros russos e avançaram 500 Km em direção a Moscou, alcançando Voronezh, na metade do caminho da capital russa, até serem contidos por um acordo com Putin, intermediado pelo presidente de Belarus.

Numa “amarelada” sem precedentes, Putin abdicou da punição implacável, determinou o arquivamento do processo contra Prigozhin, negociou sua ida para Belarus e ofereceu aos mercenários amotinados a incorporação ao exército russo.

Várias perguntas ficaram no ar: Por que o Exército russo não bloqueou militarmente o comboio de Prigozhin? A “afinada” de Putin significa dissensão em seu comando militar? Setores da oligarquia russa estariam desejando a substituição de Putin a fim de salvaguardar seus negócios? Se o povo russo voltar a protestar contra a guerra, Putin terá força para reprimi-lo, como o fez antes?

E há uma questão que ainda não foi aventada. Estaria o imperialismo norte-americano por trás do motim do Grupo Wagner? Como mercenários, o grupo opera em troca de dinheiro, claro. São vários contratos com o Estado russo, nas áreas de alimentação, mineração, hotelaria e construção civil. Teria recebido proposta mais vantajosa? Afinal, os precedentes são muitos e dinheiro e falta de escrúpulos não são problemas para Washington. 

A razão da guerra na Ucrânia é a disputa entre EUA e China pela hegemonia na Ásia. O projeto chinês “Um cinturão, uma rota” colocou toda a Ásia Central, inclusive a Rússia e boa parte do Oriente Médio, com suas imensas reservas de petróleo, gás natural e outras riquezas minerais e agrícolas, sob a órbita chinesa. Impedir o franco acesso chinês às riquezas russas é questão vital para os trustes norte-americanos.

Daí a provocação feita à Rússia, com a ameaça de levar o arsenal da OTAN até a fronteira russo-ucraniana, insuflando sua reação e a invasão do território ucraniano. O passo seguinte dos falcões americanos foi, mediante amplo arsenal militar fornecido à Ucrânia, prolongar a guerra, buscando com isso desestabilizar Putin. Se vai cair ou não, só o tempo dirá.

Putin tem recorrido ao nacionalismo vulgar e se apresentado como o grande defensor da pátria russa e polo de resistência ao imperialismo norte-americano para angariar apoio interno. Para os que vêm em Putin algum traço progressista, é bom lembrar que ele foi um agente da KGB, extremamente oportunista, que, junto com Gorbachev e Yeltsin, aproveitaram a debacle da URSS e promoveram a restauração capitalista, se apoderando da propriedade estatal e transformando egressos da burocracia nos atuais oligarcas.

Anticomunista, atacou a Revolução Bolchevique de 1917, afirmando que “semelhante golpe foi desferido contra a Rússia em 1917, quando o país estava na Primeira Guerra Mundial. Intrigas, disputas, politicagem nas costas do Exército e do povo acabaram na destruição do Exército, a desintegração do Estado e a tragédia da guerra civil”.

Putin reduz a Revolução Russa de 1917, uma épica reação dos trabalhadores e camponeses russos contra a ditadura czarista, pela terra, contra a fome e a carnificina da Primeira Guerra, a um ato de intrigas e politicagem. Deveria se preocupar mais com sua sobrevivência política.

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Júlio Miragaya

Doutor em Desenvolvimento Econômico Sustentável, ex-presidente da Codeplan e do Conselho Federal de Economia

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