O pior momento de Rollemberg

BSB Capital 20/09/2015 às 23:34, Atualizado em 20/09/2015 às 23:34

Para o consultor José Maurício dos Santos, da Tracker Consultoria e Assessoria, o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) passa pelo pior momento de seu mandato em nove meses. O especialista aponta erros sucessivos do primeiro semestre que continuam se repetindo na segunda metade do ano. Entre eles, a falta de diálogo com a base governista e …

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Para o consultor José Maurício dos Santos, da Tracker Consultoria e Assessoria, o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) passa pelo pior momento de seu mandato em nove meses. O especialista aponta erros sucessivos do primeiro semestre que continuam se repetindo na segunda metade do ano. Entre eles, a falta de diálogo com a base governista e a inabilidade da equipe econômica em encontrar uma saída para a crise.


Decisões atrasadas

Outros fatores que pesam são a alta rejeição e a baixa penetração social dos partidos da base e do próprio governador. A insistência em agir tardiamente situações diante dos problemas, na avaliação de Santos, tem minado o prestígio do governador. Duas foram marcantes: deixar o ex-secretário da Casa Civil, Hélio Doyle, por longos seis meses à frente das principais decisões do governo a contragosto dos aliados e adoar para o final do ano a adoção de medidas amargas para cortar gastos e aumentar a arrecadação.

Insatisfação geral

“O desgaste seria muito menor para Rollemberg se tivesse adotado essas medidas impopulares no início do mandato, com a popularidade ainda alta. Agora, terá que lidar com a insatisfação de todos os lados: da Igreja por vetar o Estatuto da Família que exclui os homossexuais; dos LGBTs por não cumprir a promessa de campanha de criar uma Secretaria exclusiva para o segmento; dos distritais por se indispor ao vetar projetos aprovados pela Câmara Legislativa; da base aliada por reduzir secretarias e tomar decisões à revelia dos distritais; e dos servidores por negar reajuste aprovado no governo passado”, analisa o especialista da Tracker.

Aprendendo com os erros

E José Maurício finaliza: “o governador deve escolher um lado, ainda que ninguém fique sabendo. Que use os erros deste ano como lição. Além de começar a seguir duas máximas de Maquiavel: 1º) “Quando fizer o bem, faça-o aos poucos. Quando for praticar o mal, fazê-lo de uma vez só”; e 2º) “manter e ampliar suas conquistas”. Sem seguir o manual desde o início do governo sempre trazendo notícias ruins à população e perdendo apoio e prestígio conquistados, o principal desafio de Rollemberg é não perder a legitimidade de governar, ensina.

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