O Partido Liberal deve apoiar dois projetos de continuidade nas eleições de 2026. No Distrito Federal, a legenda deve caminhar ao lado da vice-governadora Celina Leão (PP). Em Goiás, o PL deve apoiar o também vice, Daniel Vilela (MDB).
Nos dois casos, quem costura as alianças são os atuais chefes dos respectivos Executivos locais: Ibaneis Rocha (MDB) e Ronaldo Caiado (União).
A legenda cogita abrir mão das cabeças de chapa para governador nas duas unidades da federação em troca de apoio para seus quadros no Senado Federal. Em ambos os casos, os vices lideram as pesquisas de intenção de voto.
Na capital, Ibaneis já anunciou que pretende disputar uma vaga e deve compor com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Celina Leão seria a sucessora ideal, com o atual chefe da Casa Civil, Gustavo Rocha (Republicanos), de vice.
Em Goiás, Ronaldo Caiado se coloca como pré-candidato à Presidência, enquanto seu vice já está na disputa pelo Governo de Goiás. A primeira-dama, Gracinha (União), é pré-candidata à senadora, provavelmente ao lado do deputado federal Gustavo Gayer, do PL. Nesta composição, o atual senador e também cotado como candidato a governador, Wilder Morais (PL), não disputaria nenhum cargo, visto que está no meio do mandato.
O cenário eleitoral no DF e em Goiás guarda ainda mais semelhanças. Os dois adversários mais fortes contra Celina Leão e Daniel Vilela são, respectivamente, José Roberto Arruda (PSD) e Marconi Perillo (PSDB). Ambos já foram governadores e responderam por envolvimento em esquemas de corrupção durante suas gestões.
Celina tende a ter uma dificuldade a mais que Daniel Vilela: a esquerda em Brasília tem maior fatia do eleitorado. Leandro Grass (PT) e Ricardo Cappelli (PSB) aparecem bem posicionados nas pesquisas. Enquanto em Goiás, legendas progressistas sequer lançaram um nome para disputar.