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colaboradores, Geral, Nutrição

Nestlê excede no açúcar abaixo da linha do Equador

  • Caroline Romeiro
  • 21/04/2024
  • 18:50

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Foto: reprodução

De terça (16) a quinta-feira (18), aconteceu em João Pessoa, na Paraíba, o Encontro Nacional de Aleitamento Materno (ENAM), com a presença de nutricionistas, enfermeiros, médicos, psicólogos, fonoaudiólogos do Brasil e de países do Caribe e América Latina.

Uma das palestras trouxe os resultados alarmantes de um estudo que evidenciou que a Nestlé adiciona mais açúcar nos produtos comercializados em países do Hemisfério Sul, especialmente os mais pobres.

Além de um fator histórico e cultural que acompanha esses países relacionado ao comércio e produção de açúcar da cana de açúcar, existe o fator de maior consumo pelo vício do paladar induzido pela adição desse ingrediente pela indústria de alimentos.

Os cereais comercializados para a primeira infância, com destaque no Brasil para o Mucilon, são os produtos alvos dessa ação, que parece ser mal-intencionada e tem objetivo específico direcionado ao público infantil.

As principais recomendações de saúde no mundo, incluindo aquelas provenientes da Organização Mundial da Saúde (OMS), indicam que crianças menores de dois anos não devem consumir alimentos com adição de açúcar.

Além disso, o Guia Alimentar para crianças brasileiras menores de dois anos reforça isso em seu conteúdo. O estudo deixa um alerta para a população e autoridades, pois hoje temos uma parcela importante de crianças já com quadro de excesso de peso, e a contribuição da alimentação, especialmente de calorias provenientes de alimentos ultraprocessados nas famílias mais vulneráveis, tem sido um sério problema de saúde pública no Brasil. 

Saiba+

A Rede Internacional em Defesa do Direito de Amamentar – International Baby Food Action Network (IBFAN) – é formada por mais de 270 grupos de ativistas em todo o mundo e atua há mais de 40 anos nas pautas em defesa da amamentação e da alimentação saudável na infância.

Instagram: @carolromeiro_nutricionista

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Caroline Romeiro

(*) Ex-presidente do CRN 1ª Região, Mestre em Nutrição Humana e doutoranda em Ciências da Saúde

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