Mix de sentimentos e expectativas

BSB Capital 30/05/2014 às 19:30, Atualizado em 30/05/2014 às 19:30

Pesquisa mostra torcedores desanimados para a Copa, mas comerciantes apostam em um crescimento de 10% nas vendas A menos de quinze dias para o início da Copa do Mundo, pesquisa aponta que percentual de desinteresse pelo evento é muito alto em todo o Brasil. A cidade com o maior índice de rejeição é Porto Alegre, …

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Pesquisa mostra torcedores desanimados para a Copa, mas comerciantes apostam em um crescimento de 10% nas vendas

A menos de quinze dias para o início da Copa do Mundo, pesquisa aponta que percentual de desinteresse pelo evento é muito alto em todo o Brasil. A cidade com o maior índice de rejeição é Porto Alegre, onde 21% dos entrevistados afirmaram não ter interesse nenhum no mundial. Em Brasília, a maioria (26%) se diz pouco se importar com o evento. Fortaleza é onde está a maior expectativa (veja gráfico).

Os dados apresentados pela pesquisa do instituto Ipsos podem ser comprovados em um pequeno passeio pela cidade. A animação que toma conta do país a cada quatro anos e se reflete em bandeirolas, bandeiras, balões e outros adereços nas ruas, ainda não apareceu. Tradicionais lugares da capital que costumam até a concorrer a prêmios, não receberam os adornos e, ao que tudo indica, nem o farão.

Taguatinga, Cruzeiro, Guará, Asa Sul e Ceilândia eram as mais ornamentadas. Em Taguatinga, até agora, apenas a CSB 3, entrou no clima da Copa. Nem mesmo as QND’s e QSD’s começaram as arrumações. Na Ceilândia, a primeira e, até agora, única quadra enfeitada fica na Expansão do Setor O. Descontraído, Leandro Rodrigues, morador da QNO 17, conta que a melhor parte é a confraternização. “A nossa quadra tem que servir de exemplo para as outras. Melhor do que o resultado é a bagunça que a gente fez para arrumar tudo”, afirma.

CEILANDIA
No Distrito Federal, ruas enfeitadas são raras

“Antigamente, o pessoal da rua era muito unido. Alguns vizinhos se mudaram, outros faleceram e muita gente nova chegou aqui. Isso acabou um pouco com a tradição. A gente fechava a quadra e colocava uma churrasqueira no meio da rua para todos assistirem aos jogos do Brasil juntos, comendo carne e tomando cerveja ou refrigerante. Este ano, mesmo com a Copa acontecendo no Brasil, não vamos ter nada”, lamenta Renata Rezende, moradora da QSD 7, que gostaria de ver sua quadra enfeitada como em outras épocas.

Comércio no clima

Por outro lado, os empresários estão otimistas com as vendas para a Copa do Mundo. Alguns reforçaram o estoque e contrataram funcionários. No Mercado Norte, em Taguatinga, as lojas já estão “vestidas” de verde e amarelo e preparadas para o Mundial. Os comerciantes esperam um aumento expressivo nas vendas a partir do primeiro jogo. “Todos deixam tudo para a última hora. Acho que os produtos vão começar a sair mesmo no começo de junho, quando começarem os jogos”, declarou Josiane Alves, vendedora.

10154279_798267900186250_6981534593224831306_nMas existem os fãs do esporte que não quiseram deixar as compras para a última hora. É o caso da doméstica Jô Araújo, 53 anos. “Acredito que tudo depois ficará ainda mais caro. Minha ideia é acompanhar os jogos do Brasil com minha família na segunda fase, porque na primeira é dia de semana. Estou muito empolgada.”

Ainda no clima da África do Sul, as vuvuzelas e bandeiras continuam encabeçando a lista dos objetos preferidos pelos torcedores. A variação de preço desses itens pode chegar a até 200%. Portanto, o conselho é bater muita perna antes de efetivar a compra. No Taguacenter, asa bandeiras de carro variam de R$ 1,99 e 5,99, e as cornetas maiores, de R$ 9,90 a R$ 37.

“Os produtos da Copa estão vendendo bem. Estamos tendo que repô-los com freqüência. Em compensação, no ano passado, com festa junina e dia dos namorados, estávamos vendendo mais”, conta Thyago Francisco, proprietário do Armarinho São Paulo.

O Sindivarejista-DF espera aumento nas vendas de, no mínimo, 10% no comércio especializado em artigos esportivos durante a Copa. O presidente da entidade, Édson de Castro, informou que um dos segmentos em destaque é o de televisores, com um incremento acima de 15%. “Provavelmente vamos fechar o período em baixa, ou, crescendo menos do que em relação 2012/ 2013”, conclui Thyago.

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