Ministério da Saúde orienta racionalização de contraste para exames

BSB Capital 26/07/2022 às 10:10, Atualizado em 26/07/2022 às 17:18

Segundo o Ministério da Saúde o mercado foi afetado pelo lockdown na China, produtora do insumo

Foto: Reprodução Instituto de Radiologia

Da Redação

O Ministério da Saúde recomendou a racionalização do contraste, insumo utilizado em exames de imagem, como tomografias devido à escassez global do contraste iodado.

O contraste permite visualizar a vascularização em determinadas partes do corpo dos pacientes, e infelizmente esta não é a única substância de uso médico em falta no sistema de saúde brasileiro.

Na última sexta-feira (22/7), representantes do Ministério reconheceram que ao menos 86 medicamentos não estão disponíveis nos estoques institucionais.

Foi emitido um informativo interno para orientar o uso cauteloso do contraste. De acordo com a secretária de Atenção Especializada à Saúde (SAES), Maíra Botelho, os estoques serão recompostos apenas no fim de setembro.

“Nós temos hoje quatro fornecedores no país”, disse a secretária, durante a coletiva. “Há dois fornecedores que interromperam a prestação desse serviço (um deles já conseguiu a aprovação da Anvisa para comercializar o seu produto, mas ainda não voltou), e outros dois continuam atendendo seus clientes, mas ainda não têm condições de ampliação de fornecimento”.

O informativo distribuído pela pasta pede que sejam priorizados “procedimentos em pacientes de maior risco e em condições clínicas de urgência e emergência”. Também orienta que os estoques sejam avaliados, que se evite o desperdício e que seja considerada a utilização de métodos alternativos.

“A interrupção nas cadeias de suprimento, produção e distribuição ocorre principalmente por consequência da pandemia da Covid-19 na China, uma vez que medidas de lockdown foram decretadas localmente, impactando a cadeia de produção das indústrias chinesas”, explica o informativo.

Com informações de G1.

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