Mensagem para o Dia de Finados

mmPor ,01/11/2021 às 7:33, Atualizado em 27/10/2021 às 19:51

No Evangelho, Cristo conta a parábola do rico e de Lázaro. E nenhum dos dois estava dormindo

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Homenagem para o Dia de Finados independem de religiões. Foto: Reprodução

Dia 2 de novembro é Dia de Finados, ou Dia dos Mortos. Dos mortos? Para os espíritas, apenas o corpo morre. A pessoa não é o corpo. A pessoa continua vivendo noutra dimensão. De modo semelhante, pensam os budistas tibetanos, que cantam e acendem velas simbolizando a iluminação do caminho por onde a alma deve seguir. 

Para os evangélicos, a alma fica dormindo, aguardando o Juízo Final, o que entra em contradição com o Evangelho de Cristo, onde ele conta a parábola do rico e de Lázaro e nenhum dos dois estava dormindo. Na mesma parábola, Jesus fala de Abraão, que leva Lázaro até a beira do abismo, onde ele avista e é avistado pelo rico em sofrimento que, em vida, sempre lhe sonegou comida.

Allan Kardec, em 1865, publicou “O Céu e o Inferno”, livro de entrevistas com almas dos “mortos”, onde cada um fala de sua situação no Além. Posteriormente, em 1944, o médium brasileiro Chico Xavier lançou “Nosso Lar”, onde o espírito do médico carioca André Luís fala da sua vida no mundo espiritual, desde o despertar, até o início do seu trabalho. Este livro tornou-se filme de muito sucesso com o mesmo título. 

Em 1994, a TV brasileira levou ao ar a novela “A Viagem“, baseada no livro de Chico Xavier, “E a Vida Continua“. A partir dos anos 1980, Chico Xavier passou a receber mensagens de filhos para seus pais. Desta série de mensagens, além de esclarecimento e consolo, alguns juízes as aceitaram como verídicas, inocentaram réus, e muitos livros foram publicados e se tornaram fontes do filme “As Mães de Chico Xavier”, em 2011. Também um sucesso.

Chico Xavier, nunca recebeu benefícios financeiros das obras psicografadas. Quando os livros ficavam prontos, ele ia ao cartório e passava os direitos autorais para a Federação Espírita Brasileira ou instituições de caridade. Ele viveu 92 anos e repetia sempre: “Sou feliz. Fiz todos os meus deveres de casa. Vejo mais beleza na folha de uma planta que numa poesia de Sheakspeare. Todas as coisas na Terra passam. Passarão, também, os dias de amargura e solidão, as dores e as lágrimas passarão”.

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