Livro resgata a pedagogia revolucionária do CIEM

BSB Capital 28/07/2022 às 9:56, Atualizado em 28/07/2022 às 15:17

Chico Sant’Anna Na década de 1960, uma escola pública de ensino médio era o sonho de todos os adolescentes em Brasília. Na época, praticamente, não existiam cursos privados. Funcionando como uma espécie de colégio de aplicação da Universidade de Brasília (UnB), o Centro integrado de Ensino Médio (Ciem) revolucionou a pedagogia. Ensino em tempo integral …

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Livro de Antonio de Pádua Gurgel – Foto: Divulgação

Chico Sant’Anna

Na década de 1960, uma escola pública de ensino médio era o sonho de todos os adolescentes em Brasília. Na época, praticamente, não existiam cursos privados. Funcionando como uma espécie de colégio de aplicação da Universidade de Brasília (UnB), o Centro integrado de Ensino Médio (Ciem) revolucionou a pedagogia. Ensino em tempo integral para os sonhos e projetos de cada aluno. Ali a pedagogia preconizava mais do que o ensinamento, visava a preparação de um projeto de vida.

O jornalista Antônio de Pádua Gurgel – ex-aluno do Ciem e autor do livro “CIEM: uma escola para a Vida” – Foto: Divulgação 

Do Ciem surgiram engenheiros, automobilistas, presidente da República, senadores, arquitetos, jornalistas, todos com grande destaque em seus campos de atuação. Certa vez, Darcy Ribeiro declarou que o “Ciem foi a melhor experiência em educação secundária feita no Brasil”.

O projeto pedagógico foi feito por Anísio Teixeira, considerado “o pai da escola pública no Brasil”. Além de Anísio, o próprio Darcy participou, assim como Lauro de Oliveira Lima e José Aloísio Aragão, primeiro diretor da escola.

Um colégio tão revolucionário não poderia escapar aos grilhões da Ditadura Militar. O Ciem também foi vítima dos anos de chumbo. Em 1970 foi fechado.

Agora, dentro das comemorações dos 60 anos da UnB, o jornalista Antônio de Pádua Gurgel – ex-aluno do Ciem – traz ao público “CIEM: uma escola para a Vida”. O lançamento do livro acontece por ocasião da 74ª Reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), no campus da UnB.

A proposta não é o resgate do movimento estudantil de então, já alvo de outros livros de Padu, como os amigos tratam o autor. Ele focaliza o Ciem enquanto laboratório pedagógico da Faculdade de Educação.

Na década de 1960, eram testadas técnicas pedagógicas que só agora estão sendo disseminadas para as escolas públicas de todo o Brasil, por meio da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

“Essa escola de educação integral em tempo integral estimulava os alunos a desenvolverem suas competências socioemocionais. Com suas práticas educativas vocacionais, o Ciem já continha um embrião para o chamado Projeto de Vida, que agora se torna a linha mestra do ensino médio”, salienta Pádua.

O Autor

Jornalista e escritor Antônio de Pádua Gurgel, ingressou no Ciem em 1967. Duas outras publicações dele focalizam aspectos dos 60 anos da UnB. A rebelião dos estudantes é uma reconstituição histórica dos fatos mais importantes do movimento estudantil em 1968, e o Jornal da Década de 70, que reproduz jornais alternativos de Brasília daquela década e traz a retomada do movimento estudantil a partir de 1974 na UnB. Leia matéria completa no blog Brasília, por Chico Sant´Anna.

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