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Brasil

Geopolítica do vírus 2

  • Júlio Miragaya
  • 27/04/2021
  • 08:00

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No início de fevereiro, escrevi nesta coluna um artigo com o mesmo título, no qual destacava que “o vírus se propaga mais nos países em que seus dirigentes negam a gravidade da doença (caso dos Brasil, EUA e Itália), em que o sistema público de saúde e de proteção social é precário (caso dos EUA, Peru e México) e em que a ótica exclusiva do lucro faz a elite empresarial exigir a liberação de todas as atividades econômicas (caso de vários países)”. Passados quatro meses, esta constatação acha-se ainda mais evidente.

​A Johns Hopkins University, de Baltimore, apresenta a situação da covid-19 em 221 países e territórios. Um dos dados é o de número de mortos por milhão de habitantes, e a líder neste sombrio indicador é a Hungria,) do ultradireitista Viktor Orbán (2.780/milhão. Tem a companhia da Polônia, dos também ultradireitistas Kaczynski e Andrzej Duda, e como o ex-presidente Donald Trump e Bolsonaro, todos negacionistas da pandemia.

Integram o top 20 macabro outros oito países do Leste Europeu, governados por partidos neoliberais e de direita, que desmantelaram ou precarizaram o sistema de proteção social existente até 1989 (República Tcheca, Eslováquia, Bulgária; e cinco resultantes do desmembramento da Iugoslávia – Bósnia, Montenegro, Macedônia do Norte, Eslovênia e Croácia); dois minúsculos territórios europeus (San Marino e Gibraltar); quatro países das Américas (EUA, Brasil, Peru e México); e quatro países da Europa Ocidental,que inicialmente negligenciaram a gravidade da doença(Bélgica, Itália, Reino Unido e Portugal), que fecha o G20 com 1.670 mortes/milhão.

A diferença é que os EUA pós Trump, os quatro países da Europa Ocidental, a República Tcheca e a Eslovênia reduziram de forma substantiva a mortalidade nas duas últimas semanas, ao contrário dos demais. Na profusão de disparates, o governo da Índia parece querer se integrar ao sinistro G20 ao autorizar o festival Hindu do Kunbh Mela, com a participação de milhões de peregrinos. 

Confrontados com esses números escandalosos, aparecem países que provaram que estratégias e ações eficientes podem neutralizar a pandemia: Islândia (85 mortes/milhão), Cuba (53), Coréia do Sul e Austrália (35), Nova Zelândia e Singapura (5), China e Tailândia (3) e Taiwan e Vietnam (1 óbito/milhão).

Tais contrastes podem ser vistos também entre os estados brasileiros. Amazonas e Rondônia, governados respectivamente pelos partidos bolsonaristas PSC e PSL, com cerca de 3.000 óbitos/ milhão, se países fossem, tomariam a liderança da Hungria. Em oposição, os 9 estados da região Nordeste, não obstante seus precários indicadores sociais, graças às ações articuladas de seus governadores, apresentam taxa de mortalidade 50% menor (1.420/milhão), inclusive 30% inferior àsverificadas nas regiões Sul e Sudeste (2.000/milhão). 

O 1º de maio de 2021 ficará marcado como o que a classe trabalhadora brasileira foi mais brutalmente golpeada. Além das mais de 400 mil mortes – a imensa maioria de trabalhadores -, o país registra o maior contingente de desempregados de sua história – cerca de 30 milhões, se somados os 6 milhões de desalentados e os 10 milhões que forçosamente migraram para a condição de inativos – e 35 milhões de brasileiros que estão jogados na pobreza extrema, padecendo de fome.

Que a CPI da Covid identifique os responsáveis por tais crimes!

(*) Doutor em Desenvolvimento Econômico Sustentável, ex-presidente da Codeplan e do Conselho Federal de Economia

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Júlio Miragaya

Doutor em Desenvolvimento Econômico Sustentável, ex-presidente da Codeplan e do Conselho Federal de Economia

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