Essas feridas da vida, Margarida

bsbcapitalPor ,15/08/2015 às 21:51, Atualizado em 15/08/2015 às 21:51

5ª Marcha das Margaridas reúne 70 mil mulheres, apoia Dilma, mas termina com duas mortes. Mulheres trabalhadoras do campo, das florestas e das águas. Assim se identificam as Margaridas, que vieram à Brasília na quarta-feira (12) lutar por seus direitos. As Margaridas vieram saíram de todos os cantos do país para levantarem as bandeiras contra …

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5ª Marcha das Margaridas reúne 70 mil mulheres, apoia Dilma, mas termina com duas mortes.

Mulheres trabalhadoras do campo, das florestas e das águas. Assim se identificam as Margaridas, que vieram à Brasília na quarta-feira (12) lutar por seus direitos. As Margaridas vieram saíram de todos os cantos do país para levantarem as bandeiras contra a violência contra as mulheres e por maior representação feminina no Congresso Nacional. A presidente Dilma Rousseff fez o discurso de encerramento da marcha.

A 5ª Marcha das Margaridas foi organizada pela Confederação Nacional do Trabalhadores na Agricultura (Contag). De acordo com a organização, 70 mil pessoas participaram do ato, a Polícia Militar contabilizou metade deste número (35 mil). De qualquer forma, a marcha deste ano consolidou as Margaridas como o maior e mais efetiva organização de mulheres da América Latina.

“Marchamos para mostrar e valorizar a realidade das mulheres trabalhadoras rurais, que até recentemente não eram reconhecidas como sujeitos de direitos”, afirmou a Alessandra da Costa Lunas, Secretária de Mulheres Trabalhadoras Rurais da Contag.

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As Margaridas declararam apoio incondicional à presidente Dilma Rousseff. Ela foi recebida no estádio Mané Garrincha para discursar ao final do evento aos gritos de “não vai ter golpe”. Dilma acalmou as “parceiras de luta” e afirmou que continua no cargo até 2018.

Foram anunciadas a implementação das patrulhas rurais Maria da Penha, para combater a violência doméstica, além de frentes de atenção integral à saúde da mulher no campo. Além de Dilma, representaram o Planalto no evento as ministras Eleonora Menicucci (Políticas para Mulheres) e Tereza Campello (Desenvolvimento Social e Combate à Fome).

Luto

Duas participantes da marcha morreram. De acordo com a Contag, Maria Pureza, de Sergipe, e Maria Alzemira, do Piauí, sofreram, respectivamente, um infarto e um acidente vascular cerebral (AVC). Elas tinham entre 55 e 75 anos. A Secretaria de Saúde afirmou que ambas foram levadas para hospitais, mas não resistiram após o atendimento.

Por que Margaridas?

A Marcha das Margaridas é inspirada na líder sindical paraibana Margarida Maria Alves, assassinada em 1983 por defender direitos sociais de trabalhadores rurais. A marcha chega à 5ª edição em uma trajetória de 15 anos marcada por conquistas para as mulheres do campo e algumas frustrações no caminho.

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