Escola do Riacho Fundo rumo ao lixo zero

BSB Capital 03/04/2022 às 9:00, Atualizado em 04/04/2022 às 14:35

Parceria entre o SLU e agência japonesa visa estimular a educação ambiental nas escolas do GDF. Centro Educacional Agrourbano Ipê é o pioneiro

Foto: Divulgação

Da Redação

Junte 220 quilos de lixo que sua escola descartou ao longo de duas semanas. Semanalmente, separe tudo entre orgânicos, papel, plástico, metal, vidro e o que, de fato, é dejeto. Calcule o peso de cada tipo de descarte, obtenha o percentual de cada tipo em seu lixo e compare com os resultados da outra semana.

A este processo dá-se o nome de gravimetria. Isso foi realizado pelo Serviço de Limpeza Urbana (SLU) do DF de 13 a 24 de setembro no Centro Educacional Agrourbano Ipê, no Riacho Fundo II. A gravimetria do lixo do CED Agrourbano Ipê faz parte do projeto piloto de educação ambiental do SLU desenvolvido em parceria com a Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA).

O projeto começou em 2019, com o treinamento de servidores do SLU no Japão, em curso sobre gestão de lixos sólidos, para aplicação em terras candangas. O CED Agrourbano Ipê foi escolhido por já ser pioneiro em trabalhos com educação ambiental e sustentabilidade.

A proposta de lixo zero começou a ser implementada em 2020, mas foi paralisada por conta da pandemia e da suspensão das aulas presenciais. Com o retorno destas, o projeto foi retomado, e em setembro iniciou-se a gravimetria.

Desde então, a escola vem trabalhando com a conscientização da comunidade para a redução da geração de lixo. Também foram implantados minhocários e um sistema de compostagem.

“Neste momento, março de 2022, podemos dizer que estamos conseguindo processar todo o resíduo orgânico gerado na escola”, conta o professor da SEEDF Leonardo Teruyuki Hatano, que leciona Ciências nas turmas finais do EFII e Biologia no ensino médio.

Ele é a definição de empolgação com os resultados do trabalho:

“O projeto Lixo Zero será uma ferramenta pedagógica incrível para nossa escola. Eu que sou da Biologia, posso trabalhar muitos conteúdos, assim como os professores de outras disciplinas, como Matemática, Geografia, História, Química…”.

Hatano explica que a JICA forneceu todo o equipamento para implementação e financiará todo o projeto. “A meta é processar todo o resíduo orgânico na escola, transformando em adubo para nossas plantas – e são muitas, pois temos agrofloresta, horta agroecológica, plantas medicinais, plantas alimentícias não-convencionais (PANCS), etc”.

Pelo projeto, os resíduos recicláveis serão separados e armazenados na nossa estação de recicláveis e, após uma boa quantidade reunida, serão destinados a uma cooperativa de reciclagem. Outro objetivo é realizar atividades de sensibilização da comunidade escolar.

“No final, a meta é reduzir para no máximo 10% de material a ser descartado como rejeito”. Atualmente, pelos cálculos da gravimetria, esse índice está em 16,1%.

O projeto irá ocorrer durante todo este ano e até pelo menos a metade de 2023. A ideia é que seja ampliado para outras escolas públicas do Distrito Federal.

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