Entrevista / Paulo Roque

bsbcapitalPor ,05/05/2022 às 15:41, Atualizado em 08/05/2022 às 23:28

Pré-candidato ao Senado pelo Novo, que teve mais de 202 mil votos em 2018, deixa claro que o Novo pode lançar candidato ao GDF, caso o Reguffe desista da disputa

“Serei o senador defensor do cidadão, que carrega o DF nas costas

Foto: Reprodução Facebook

Diva Araújo e Orlando Pontes

O jornalista e advogado Paulo Roque (Novo) não tem dúvida de que será candidato ao Senado na chapa do senador José Antônio Reguffe (União Brasil) ao Governo do Distrito Federal. Ele reafirmou isto na segunda-feira (2), no programa Brasília Capital Notícias – parceria do Brasília Capital com a TV Comunitária e o blog do Chico Sant’Anna –, conduzido pelos jornalistas Orlando Pontes e Chico Sant’Anna.

Roque defende o nome do senador José Antônio Reguffe (União Brasil) para o Buriti. Mas adiantou que, caso o aliado não confirme a candidatura, pode, inclusive, concorrer ao GDF no lugar dele. Confirmada a candidatura de Reguffe ao GDF, vê o nome da deputada Paula Belmonte como sua vice e ele (Toque) como Senador nessa chapa, tendo Reguffe governador.

“Brasília perde muito se não tiver o senador Reguffe como candidato a governador. Mas é um direito dele não concorrer. Todos estamos na arena política e é legítimo, desde que o combate seja travado dentro das quatro linhas”, avalia. Segundo Roque, os presidentes do Novo nacional e local já conversaram com o senador e colocaram que o Novo gostaria de ter a vaga ao Senado na chapa.

Veja os principais trechos da entrevista de Paulo Roque:

SAÚDE

O pré-candidato apontou o caos na Saúde como um dos problemas mais graves atualmente no DF. O cidadão de baixa renda tem enormes dificuldades para fazer uma simples consulta ou um exame de sangue. Considera um absurdo não existir um único aparelho de ressonância magnética em toda a rede pública local e a falta de outros equipamentos, como tomógrafos. Mesmo assim, não considera totalmente falho o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde (Iges-DF).

“O modelo de saúde que funciona é o modelo complementar, onde o público complementa o privado e vice-versa. Mas dentro de uma política de transparência. E não para permitir um financiador de campanha que ganha a conta de saúde para depois fazer o que nós já vimos aqui. Não é só privatizar e dar dinheiro ao privado que resolve”.

EDUCAÇÃO

“Para melhorar a qualidade da educação é preciso implantar, de verdade, o ensino integral. Isso está no Programa Nacional de Educação (PNE), que estabelece que, até 2024, 50% das escolas teriam que ser de ensino integral, e que 50% das crianças até cinco anos de idade teriam que ter vaga numa creche. Será que essa meta será cumprida?”, questiona. Ele também não é contra o modelo de militarização de escolas, “desde que funcione”.

TRANSPORTE

“O sistema de transporte de Brasília não é bom exemplo em nada. Falta transparência do que é feito com essa montanha de dinheiro público que se despeja nas empresas, sem melhorar a qualidade de vida das pessoas”.

DESEMPREGO

“Tantos brasileiros capazes, querendo trabalhar e não tendo oportunidade. Pais de família com força de trabalho e força de vontade estão parados, sem a dignidade do emprego, muitos por falta de qualificação. Defendo o ensino profissionalizante. O Brasil precisa fazer a parte dele”.

IMPOSTOS

“Quem mais paga imposto no Brasil é quem ganha até dois salários-mínimos. Ou seja, a classe menos favorecida. A tributação tem de parar de penalizar o consumidor, como ocorre hoje. Temos que reverter isso”.

PERFIL PARA GOVERNADOR

“Se um dia eu vier a ser governador do DF, não vou envergonhar a nossa população. Um bom líder precisa ter coragem. Vamos colocar o dedo na ferida até sarar. A política precisa de dignidade”.

FECHAMENTO DO STF

Grupos que apoiam o presidente Bolsonaro defendem a intervenção militar e o fechamento do Supremo Tribunal Federal. Paulo Roque é radicalmente contra esta postura. “Embora eu tenha minhas críticas a alguns ministros, não podemos colocar a sociedade contra a instituição, que é fundamental para a democracia”.

PALANQUE PRESIDENCIAL

Roque sobe no muro quando questionado sobre quem apoiaria num eventual segundo turno entre Lula e Bolsonaro, e diz que seguirá a orientação do Novo. Para o primeiro turno, é categórico: estará no palanque do correligionário Luiz Felipe D´Ávila. “É o melhor candidato, extremamente preparado. Farei campanha para ele com muito orgulho”.

TERCEIRA VIA

“Se dependesse de mim, a terceira via estaria marchando só com um candidato, e esse nome pode ser do Novo. Mas não estou dizendo que tem que ser do Novo”.

PÚBLICO X PRIVADO

“Eu defendo uma política liberal que não fica calada diante do abuso de mercado. Sou ligado à defesa do consumidor. O limite é aquilo que funciona e o que não funciona. A população não quer saber se o serviço é público ou privado. Quer saber se funciona”.

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