Entrevista / Paula Belmonte

diva.araujoPor ,28/04/2022 às 10:41, Atualizado em 04/05/2022 às 10:24

Deputada reitera apoio ao senador Reguffe, mas não descarta concorrer ao Buriti caso ele não confirme a candidatura

“Estou à disposição da população do DF”

Foto: Divulgação

Diva Araújo e Orlando Pontes

Presidente regional do Cidadania, a deputada federal Paula Belmonte defende uma frente ampla de oposição formada pela federação de seu partido com o PSDB, que se uniria ao União Brasil, ao PSC, ao Novo e ao Solidariedade contra o governador Ibaneis Rocha (MDB) em torno do nome do senador José Antônio Reguffe (UniãoBR). Ela própria seria candidata ao Senado.

Diante da indefinição de Reguffe, que ainda não anunciou se, de fato, concorrerá ao Buriti, a parlamentar não descarta concorrer ao GDF. “Sou uma mulher corajosa. Vamos enfrentar o que tiver que enfrentar, com muita seriedade, responsabilidade e dignidade”, garantiu, em entrevista ao programa Brasília Capital Notícias, uma parceria do Brasília Capital com a TV Comunitária e o blog do Chico Sant’Anna, conduzido pelos jornalistas Orlando Pontes e Chico Sant’Anna.

Belmonte preferiu não criticar aquilo que muitos veem como indecisão de Reguffe. “Cada um tem sua estratégia. Neste momento, o mais importante é consolidar e fortalecer o grupo que vem se formando com o senador e mais cinco partidos. Ninguém é candidato de si mesmo. É importante dizer que o senador Reguffe, juntamente comigo e com outras pessoas e presidentes de partidos, estamos unidos em relação a essa frente ampla por Brasília”. Mas reiterou: “Estou à disposição da população do DF”.

Foto: Divulgação

Prioridade às crianças

Parlamentar em primeiro mandato, Paula Belmonte se apresenta como defensora de uma parcela da população que não tem Título de Eleitor: os jovens e as crianças. Mas prefere não entrar na polarização política que divide o Brasil atualmente. “Acredito num País mais pacificado. Precisamos unir forças”.

Mãe de seis filhos (um deles faleceu aos dois anos de idade e foi a razão para que ela ingressasse na vida pública), Belmonte diz não ter padrinho político. “Entrei na política para que a gente pudesse realmente representar a população, para que pudéssemos trabalhar o social”, destacou a deputada, que se diz defensora de uma educação de qualidade.

Mas ela entende esta questão num tripé formado, ainda, pela segurança e pela saúde públicas: “Uma depende da outra para o funcionamento eficaz”. Segundo Belmonte, com saúde,“o resto se corre atrás”. E exemplifica: “Não há nenhuma criança que vá para a escola bem sem uma nutrição adequada, sem tratamento odontológico ou oftalmológico adequado”.

“Educação é fundamental para que a pessoa possa se desenvolver. A partir do momento que o Brasil começar a perceber que se a gente fizer o nosso alicerce nas nossas crianças e adolescentes, em dez anos a gente muda. Se nós adotarmos uma geração, mudaremos a perspectiva do nosso Brasil”, completou.

Foto: Divulgação

Independência

“Não sou oposição a ninguém; não sou oposição ao fulano. Eu sou oposição à coisa malfeita, à coisa desonesta, a atitudes e a quem está fazendo coisas malfeitas. Não defendo nomes; defendo atitudes. Defendo maior fiscalização, com mais transparência, mais responsabilidade e dignidade humana”.

Transparência na Saúde e no IGES-DF

A deputada atacou a forma como vem sendo feita a gestão do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF). “A gestão da Saúde não pode ser política, e sim profissional, por pessoas com qualificação específica”.

“Eu defendo colocar uma pessoa que traga mais transparência e agilidade. Precisamos que a saúde funcione. Não sou contra o modelo; sou contra o que está acontecendo. Porque o modelo, quando está sendo feito com transparência, não tem problema. Defendo uma transformação no Distrito Federal. Chega de ver nossas Secretarias de Estado nas páginas policiais. Chega de secretários presos”.

Obras

A deputada ainda criticou a propaganda que o GDF fez ao entregar parte da obra do túnel de Taguatinga no dia do aniversário de Brasília. “O governador está entregando obras iniciadas no governo Rollemberg. E é importante as pessoas terem consciência de que não se trata apenas de cobrar que o governo faça obras, mas que tipo de obra ele faz. “Vamos supor: o governo entrega uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) na Saúde. Mas, cadê o servidor? Cadê os equipamentos? É nessa situação que eu sou oposição. Sou oposição ao malfeito, à coisa errada e à coisa sem transparência”.

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