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Cidades

Descarte de imunizantes não foi fatalidade, foi descaso

  • Dr. Carlos Fernando
  • 12/09/2022
  • 08:55

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CoronaVac. Foto: Geovana Albuquerque/Agência Saúde

Dr. Carlos Fernando. Foto: Divulgação/Sindicato dos Médicos do DF

Carlos Fernando (*)

Sem alarde, a imprensa divulgou, e a Secretaria de Saúde do DF tratou como coisa natural, o descarte de 3.500 doses de vacina CoronaVac contra a covid-19. Este é o único imunizante autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pelo Ministério da Saúde para crianças de três e quatro anos de idade. Esse descarte não foi fatalidade, foi descaso.

A meu ver, o desperdício de vacinas não é aceitável e não pode ser encarado como algo a ser minimizado. O baixo estoque da vacina, por si só, já era motivo para evitar qualquer tipo de desperdício. A lei de oferta e demanda já fazia desse pequeno estoque uma “mina de diamantes”.

A SES-DF justificou que as 3.500 doses estavam reservadas para complementação do esquema vacinal de pessoas que tomaram apenas a primeira dose. Lembremos que a imunização com a CoronaVac é feita em duas vezes e o intervalo entre a primeira e a segunda dose é de 28 dias.

Segundo o relatório de vacinação que está disponível no site info.saude.df.gov.br, o último lote de CoronaVac, com 23.900 doses, foi recebido no DF em 23 de março deste ano. A vacinação de crianças de 3 e 4 anos ocorreu de 21 de julho a 2 de agosto.

Já se sabia que a janela de validade do imunizante era pequena, que a imunização oferecida apenas pela primeira dose da CoronaVac é baixa e tudo isso tinha que ser enfatizado à exaustão por todos os meios – na hora de aplicar a vacina, em material educativo entregue a quem tivesse procurado um posto de vacinação e até por telefonema às famílias das crianças vacinadas.

É importante lembrar que as doses usadas para a vacinação de crianças de 3 e 4 anos foram aplicadas no esquema de “xepa”, exatamente para evitar desperdício. Porém, das 3.008 crianças nessa faixa etária que receberam a primeira dose, apenas 549 receberam a segunda dose. Com o prazo de validade das doses remanescentes chegando ao fim, não faria diferença usá-las como primeira dose para os filhos e filhas das famílias que quisessem.

Se as famílias falharam ao deixar de retornar para completar o esquema vacinal das crianças que tomaram apenas a primeira dose, a Secretaria de Saúde falhou ainda mais ao não adotar os cuidados para estimular o retorno e a complementação do esquema vacinal e para evitar que o desperdício ocorresse.

CoronaVac. Foto: Geovana Albuquerque/Agência Saúde

Estima-se em 77 mil o número de crianças de 3 e 4 anos no DF. Nem 5% desse público foi atendido. Como se sentem pais e mães que levaram seus filhos para a fila da xepa e não conseguiram vaciná-los? E depois escutam a notícia de que 3.500 doses de imunizantes – o único que seus filhos poderiam receber – foram jogadas fora?

Em setembro, o Ministério da Saúde receberá do Instituto Butantan 1 milhão de doses da CoronaVac para distribuir para o país inteiro. Não há margem para desperdício. O GDF vai precisar organizar adequadamente a imunização das crianças de 3 e 4 anos para não repetir esse fiasco do descarte de vacina.

Se houve desperdício agora, não será de estranhar descobrirmos que não foi a única perda significativa de imunizantes por má gestão da Secretaria de Saúde do DF.

(*) Vice-presidente do Sindicado dos Médicos do Distrito Federal

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