Ir para o conteúdo
  • Política
  • Cidades
  • Brasil
  • Esporte
  • Entorno
  • Pelaí
  • Versão impressa
  • Política
  • Cidades
  • Brasil
  • Esporte
  • Entorno
  • Pelaí
  • Versão impressa
Facebook X-twitter Instagram
  • Política
  • Cidades
  • Brasil
  • Esporte
  • Entorno
  • Pelaí
  • Versão impressa
  • Política
  • Cidades
  • Brasil
  • Esporte
  • Entorno
  • Pelaí
  • Versão impressa

Política

Democracia sob ameaça

  • Redação
  • 02/03/2022
  • 16:50

Compartilhe:

Foto: Fundação Bertelsmann, BTI 2022

Relatório de fundação alemã aponta o Brasil como o país que mais sofreu declínio em sua democracia nos últimos anos

J. B. Pontes (*)

Recente relatório publicado pela Fundação Bertelsmann, sediada na Alemanha, o BTI 2022, aponta o Brasil como o país que mais sofreu declínio em sua democracia nos últimos anos, passando à categoria de “democracia defeituosa”. O Brasil ficou na 23ª posição dentre os 137 países analisados, obtendo a pior nota desde o início da série, em 2006.

Foto: Fundação Bertelsmann, BTI 2022

O estudo atribui os ataques do atual presidente à imprensa e às instituições como umas das causas da degeneração da nossa democracia:

“O populismo de direita agressivo do presidente Bolsonaro no Brasil dá continuidade à polarização política dos últimos anos e tenta reverter progressos emancipatórios e sócio-políticos para agradar a sua clientela de evangélicos, conservadores sociais e lobistas empresariais”.

A derrocada da nossa frágil democracia tem sido impune e abertamente promovida por Bolsonaro, que a todo dia demonstra suas aspirações antidemocráticas. E faz isso ao minar a confiança no sistema eleitoral, ao ameaçar a liberdade de expressão e da imprensa, assim como a independência do Judiciário. Sua ânsia autocrática não tem prosperado graças à ação de parte da sociedade e do Poder Judiciário. O Legislativo, comandado pelo Centrão, infelizmente queda-se inerte diante dos ataques de Bolsonaro aos pilares da democracia.

Bolsonaro tem atuado, também, para reduzir os espaços públicos de participação popular, fato patenteado pelo famigerado Decreto nº 9.759/2019, que promoveu o desmonte e fragilização dos meios de participação social, ao extinguir conselhos, comitês e diversos outros colegiados, além de revogar a Política Nacional de Participação Social. O desmonte só não foi maior em virtude da liminar concedida pelo STF, que ao examinar a ADI 6121 preservou os colegiados criados por lei.

O comportamento do presidente, que de forma acintosa não respeita os seus adversários, tem ensejado um processo de ódio contra a democracia e motivado o anseio pela ditadura de alguns setores inconscientes da sociedade. Isso está a exigir que atuemos com mais vigor para demonstrar ao povo os valores da democracia – liberdade e igualdade, principalmente – e os malefícios das ditaduras, denunciando os crimes e abusos por elas cometidos.

Tudo isso contraria as disposições da Constituição, que nos define como Estado Democrático de Direito e permite uma ampla participação popular, inclusive na proposição de projetos de lei,que, se exercitada, poderia nos colocar no patamar de democracia participativa.

No entanto, desde a proclamação da República, jamais foram promovidas ações para inclusão do povo, que continua sem condições de exercer a cidadania. Ao contrário, os governantes, com raríssimas exceções, agem como ditadores, e jamais permitem ou incentivam a participação popular, restringindo o exercício da cidadania apenas ao voto.

Portanto, teoricamente o Brasil é um país democrático, como afirma a Constituição, a qual nos assegura: liberdade de expressão e de imprensa; possibilidade de voto e elegibilidade política; liberdade de associação política; acesso à informação; eleições idôneas e, principalmente, igualdade.

Mas, na prática, todas essas prerrogativas ficam longe da realidade, em função da corrupção política e da predominância do poder econômico nas eleições. Nos últimos anos essa triste realidade tem se intensificado, em decorrência de muito dinheiro público colocado nas mãos dos partidos e dos políticos, por meio de: a) fundos – Eleitoral, R$ 4,9 bilhões; e Partidário, R$ 1,1 bilhão; e b) emendas parlamentares ao orçamento com vultosos valores: RS 10,93 bilhões (R$ 17,6 milhões para cada parlamentar); de bancadas (R$ 7,54 bilhões); e de relator (R$ 16,5 bilhões).

Na verdade, nós, o povo brasileiro, nunca fomos educados para participar da vida política do País. E democracia sem povo não existe.

(*) Geólogo, Advogado e Escritor

Leia mais em Brasília Capital

Compartilhe essa notícia:

Picture of Redação

Redação

Colunas

Orlando Pontes

Vídeo: Leila é vaiada no Torneio Arimateia

Caroline Romeiro

EUA redescobrem o óbvio: comida de verdade no centro do prato

José Matos

Inveja. Livre-se dela

Júlio Miragaya

A grandeza das cidades médias brasileiras

Tesandro Vilela

SUS aposta em IA para modernizar saúde pública

Júlio Pontes

Você precisa saber o que é desincompatibilização

Últimas Notícias

Drama premiado e aventuras: as estreias da semana no cinema e nos streamings

12 de janeiro de 2026

Luziânia terá base aérea policial para atender ocorrências do Entorno

12 de janeiro de 2026

Corrida de Reis abre inscrições com 20 mil vagas no DF

12 de janeiro de 2026

Quase 2 mil presos não retornam às cadeias após “saidinha” de Natal

12 de janeiro de 2026

Newsletter

Siga-nos

Facebook X-twitter Instagram

Sobre

  • Anuncie Aqui
  • Fale Conosco
  • Politica de Privacidade
  • Versão impressa
  • Expediente
  • Anuncie Aqui
  • Fale Conosco
  • Politica de Privacidade
  • Versão impressa
  • Expediente

Blogs

  • TV BSB Notícias
  • Pelaí
  • Nutrição
  • Chico Sant’Anna
  • Espiritualidade
  • TV BSB Notícias
  • Pelaí
  • Nutrição
  • Chico Sant’Anna
  • Espiritualidade

Colunas

  • Geral
  • Política
  • Cidades
  • Brasil
  • Esporte
  • Geral
  • Política
  • Cidades
  • Brasil
  • Esporte
Facebook X-twitter Instagram
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso

© Copyright 2011-2025 Brasília Capital Produtora e Editora de Jornais e Revistas LTDA.