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Brasil

Defesa, repressão e genocídio

  • Júlio Miragaya
  • 23/03/2021
  • 14:00

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Apenas em março deverão morrer 60 mil brasileiros pela covid-19, mais que norte-americanos mortos em 15 anos de Guerra no Vietnã. O fato é que temos hoje, no Brasil, um “governo de militares” – eleito, é verdade – mas que está levando o País para o buraco.

O anticomunismo insano expulsou 12 mil médicos cubanos, e hoje faltam profissionais, assim como faltam leitos de UTI, anestésicos, analgésicos, relaxantes musculares, oxigênio e vacinas. Mas sobram incompetência, desumanidade e cinismo.

O comando da crise sanitária por um ex-capitão genocida e um general inapto gerou 300 mil mortes, podendo chegar a meio milhão de óbitos em junho/julho. Muitos se perguntam o que fazem tantos militares no governo. Não deveriam estar nos quartéis focados na defesa do País?

Defesa do Brasil deveria ser o foco das nossas FFAA, mas, na verdade, elas combateram mais lutas e revoltas do próprio povo brasileiro que “inimigos” externos. Foram poucas as guerras em que o País se envolveu: a derrota para os rebeldes uruguaios na Guerra da Cisplatina (1825/28); a vitória sobre o argentino Rosas na Guerra do Prata (1852); a Guerra do Paraguai (1864/70), vergonhoso genocídio do povo paraguaio; e o apoio à tomada do Acre, território boliviano (1903).

Depois do justo combate ao terror nazifascista na 2ª Guerra Mundial, vieram a vergonhosa intervenção na República Dominicana (1965); a torpe participação na Operação Condor e a recente e injustificável intervenção no Haiti.

Mas, no plano interno, atuou intensamente, reprimindo as lutas do povo brasileiro, história que tem origem no massacre do Quilombo dos Palmares pelas tropas coloniais portuguesas e na repressão, pela Guarda Imperial, às revoltas da Balaiada, Sabinada, Praieira, Malês, Farroupilha, Confederação do Equador e Cabanagem.

Na República, repressão a Canudos, aos posseiros do Contestado e o apoio à ditadura do Estado Novo. Por fim, a ditadura militar de 1964, que, para além da repressão, tortura e morte, sustentou, em favor da burguesia, o maior arrocho salarial de nossa história. Em 1985, os militares entregaram um país quebrado.

A imensa maioria dos quadros inferiores das FFAA é oriunda do povo. São pobres, negros e pouco instruídos. Também o são muitos dos que chegam ao oficialato, embora a maioria provenha da classe média.

Ocorre que a formação desses oficiais é fortemente influenciada pela ideologia militar norte-americana, aquela ministrada na Escola das Américas, focada no ranço anticomunista.

Por pura ignorância, muitos de nossos militares enxergam o comunismo como algo intrinsicamente ruim. Ignoram que, na China, 85% do povo vivia na miséria até 1949, e, desde então, comandada por um partido comunista, é o país cuja economia mais cresce no mundo.

Que Cuba era, até 1959, governada por um general sanguinário, o cassino/bordel dos mafiosos de Miami, e hoje, comandada por um partido comunista, não obstante 60 anos do criminoso boicote norte-americano, é o país com os melhores indicadores de saúde, educação e segurança da América Latina. Que foi a União Soviética, também comandada por um partido comunista, que derrotou e livrou a humanidade do terror nazifascista.

Já passou da hora do alto comando das FFAA deixar a tutela norte-americana e se identificar, minimamente, com os verdadeiros interesses e anseios do povo brasileiro.

(*) Doutor em Desenvolvimento Econômico Sustentável, ex-presidente da Codeplan e do Conselho Federal de Economia

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Júlio Miragaya

Doutor em Desenvolvimento Econômico Sustentável, ex-presidente da Codeplan e do Conselho Federal de Economia

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