Datafolha: reprovação ao governo atinge maior índice desde Collor

bsbcapitalPor ,18/03/2015 às 12:50, Atualizado em 18/03/2015 às 12:50

No terceiro mês de seu segundo mandato, a presidenta Dilma Rousseff atingiu o maior índice de reprovação de um governo desde setembro de 1992, véspera do impeachment do então presidente Fernando Collor de Mello. Pesquisa Datafolha mostra que 62% dos brasileiros consideram a gestão da petista ruim ou péssima. Collor era reprovado por 68% quando …

Datafolha: reprovação ao governo atinge maior índice desde Collor Leia mais »

No terceiro mês de seu segundo mandato, a presidenta Dilma Rousseff atingiu o maior índice de reprovação de um governo desde setembro de 1992, véspera do impeachment do então presidente Fernando Collor de Mello. Pesquisa Datafolha mostra que 62% dos brasileiros consideram a gestão da petista ruim ou péssima. Collor era reprovado por 68% quando caiu. Desde fevereiro, a reprovação ao atual governo disparou 18%. É a primeira vez que a maioria da população demonstra insatisfação com a presidenta desde sua chegada ao Palácio do Planalto, em janeiro de 2011.

Brazil's President Rousseff participates in ceremony of announcement for new measures of Plan "Brasil Maior" in BrazilO levantamento traz ainda outros dados negativos para Dilma: a deterioração de sua popularidade em todos os segmentos sociais e regiões do país, inclusive no Nordeste, seu principal reduto eleitoral, e o agravamento do pessimismo dos brasileiros. Segundo o Datafolha, 60% dos entrevistados acreditam que a situação econômica do país vai piorar, índice mais expressivo desde 1997, no governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

De acordo com a pesquisa, os maiores índices de rejeição a Dilma foram apurados nas regiões Centro-Oeste (75%) e Sudeste (66%), nas cidades com mais de 200 mil habitantes (66%), entre os eleitores com escolaridade média (66%) e nos grupos com renda mensal familiar de dois a cinco salários mínimos (66%).

O índice de aprovação ao governo também alcançou baixa histórica (13%), o mesmo atingido por Fernando Henrique em 1999, quando o país sentia os efeitos da desvalorização do real. Só Itamar Franco (12%), em 1993, no auge do escândalo dos anões do orçamento, e Collor (9%), às vésperas do impeachment, tiveram aprovação menor. Em seu pior momento, em dezembro de 2005, após a cassação de José Dirceu no processo do mensalão, Lula era aprovado por 28%.

O Datafolha ouviu 2.842 eleitores logo após as manifestações de domingo. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

Deixe um comentário

Rolar para cima