Cristovam cobra escolas padrão Fifa

orlandopontesPor ,31/12/2018 às 18:44, Atualizado em 02/01/2019 às 10:33

“Prova de que o Brasil gosta de futebol é que não existem times estatais”, diz senador

Após 16 anos, o professor Cristovam Buarque não estará no Senado Federal a partir de 2019. Mas, segundo ele, isto não significa que se afastará do tema que o acompanha ao longo da vida: a educação.

Cristóvam Buarque continua na defesa de uma educação de qualidade no DF

Na véspera da posse dos futuros presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), e governador de Brasília, Ibaneis Rocha (MDB), o parlamentar do PPS disse ao Brasília Capital esperar que os novos mandatários do País e do DF considerem a possibilidade de incrementar o seu projeto “Como implantar numa cidade a escola ideal”.

Cristovam diz que entregou o projeto a Ibaneis durante a única visita que fez ao governo de transição. E há poucos dias repassou suas ideias ao futuro secretário de educação, Rafael Parente.

A ideia de Cristovam é que o governador escolha de uma a quatro cidades, preferencialmente as menores, para construir novas escolas preparadas para um projeto pedagógico ultramoderno, em tempo integral, com ginásio de esportes, teatro, campo de futebol e salas de aula equipadas com computadores e internet de alta velocidade. “Tudo padrão Fifa”, compara ele, fazendo alusão às arenas construídas para a Copa do Mundo. O senador aconselha que o próprio Ibaneis comande o processo. “ Ele, ao contrário do secretário, não pode ser demitido “, justifica.

Rafael Parente novo Secretário de Educação do Distrito Federal

A Rafael Parente o senador aconselhou preparar-se para compatibilizar visões e interesses de 24 deputados distritais e mais de dez partidos da base de apoio do GDF na Câmara Legislativa e no Congresso Nacional. Sem contar a pressão das diversas correntes sindicalistas e inúmeros projetos pedagógicos.

O senador avalia que a máquina burocrática e administrativa dos governos “é um caos” e, para deixar seu legado, a nova gestão precisa pensar em iniciar a implantação de suas sugestões já nos primeiros dias.

Como o orçamento é curto e muito comprometido, Cristovam apresentou como alternativa para financiar a Escola Ideal a venda de parte dos teremos das escolas públicas. As empresas que adquirissem as áreas se responsabilizariam pela construção das escolas, equipando-as e, posteriormente, fariam a manutenção permanente.

Ao Estado caberia contratar professores com dedicação exclusiva, que teriam salários diferenciados, inclusive com décimo-quarto por produtividade, e avaliação bianual.

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