Na manhã desta terça-feira, 17 de março de 2026, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou um convite para que o presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Souza, e o secretário de Economia, Daniel Izaías de Carvalho, compareçam à comissão. O objetivo é que eles respondam às dúvidas dos parlamentares sobre a situação financeira da instituição e as possíveis medidas de socorro que podem ser necessárias. A reunião está agendada para 7 de abril, no plenário da CLDF.
Antes de iniciar a votação do Requerimento 2653/2026, que trata desse convite, o autor da proposta e presidente da CCJ, deputado Thiago Manzoni, informou que mudaria a convocação original para um convite. Essa decisão foi tomada uma vez que ambos os gestores já haviam se manifestado e se mostrado dispostos a comparecer.
“A função fiscalizatória do Poder Legislativo não é acessória, é típica. É nosso dever, como representantes da população, fiscalizar o Executivo”, ressaltou o distrital. Ele enfatizou que não existe, por parte dos parlamentares, qualquer intenção de ultrapassar suas competências ou de expor negativamente autoridades públicas.
Durante a discussão, o deputado Fábio Felix defendeu a manutenção da convocação, argumentando que seria fundamental, já que a população anseia por esclarecimentos. “O clima que está dado é gravíssimo, há muita cobrança”, acrescentou. Em resposta, Manzoni assegurou que, caso os convidados não compareçam, serão convocados no mesmo dia. O Requerimento 2653/2026 foi aprovado por unanimidade, com os votos de Manzoni, Felix, Chico Vigilante e Iolando.
Além disso, na mesma reunião, a CCJ também aprovou a convocação do diretor-presidente da Terracap, Izidio Santos Junior. Essa iniciativa partiu do deputado Chico Vigilante, por meio do Requerimento 2660/2026, que pede informações sobre a situação jurídica e imobiliária dos imóveis envolvidos na capitalização do BRB, além das consequências para a administração pública e para a população.
Vigilante justificou sua proposta, afirmando que a seleção desses imóveis aparentemente foi feita pela Terracap. Embora o projeto de lei já tenha recebido aprovação, ele destacou que ainda restam muitas dúvidas jurídicas que precisam ser esclarecidas, em respeito à transparência e ao direito à informação de todos os cidadãos sobre o uso do patrimônio público.