Sinpro-DF
Na primeira assembleia de 2026, inaugurando a participação da categoria com votação eletrônica, professores(as) e orientadores(as) educacionais aprovaram o calendário de lutas de 2026 e seguiram rumo ao Buriti para dizer não à venda do patrimônio público para cobrir o rombo causado pelo GDF na compra fraudulenta do falido Banco Master pelo BRB. Pela primeira vez em 47 anos do Sinpro, a votação foi realizada eletronicamente, na página do Sindicato na Internet.
O sucateamento da educação do DF é resultado não de falta de recursos, mas de escolhas políticas e ideológicas do governo Ibaneis-Celina. Como consequência, a educação enfrenta problemas graves, como ausência de políticas para ampliação da rede escolar, a carência de profissionais concursados, a falta de estruturas adequadas nas escolas, salas de aula superlotadas, sem construção de novas escolas, e um descaso que chega ao cúmulo do não pagamento de profissionais da educação.
A comunidade escolar do CAIC do Gama, presente na assembleia, aguarda a conclusão das obras da escola, paradas há 10 anos. Enquanto isso, o GDF desvaloriza professores(as) e orientadores(as) educacionais, como ocorreu recentemente com atrasos e/ou não pagamento dos salários dos profissionais CTs.
ZERAMENTO DE CADASTRO – Neste momento, é importante cobrar que o banco de reservas do concurso de 2022 seja zerado. Na greve de 2025, conseguimos sua prorrogação e, ao final do ano, mais 3 mil pessoas foram convocadas. No total, cerca de 8 mil aprovados no concurso já foram nomeados. A meta é que todos os aprovados se tornem efetivos. A diretoria do Sinpro orienta CTs que não receberam salário a buscar o jurídico do Sindicato para ações individuais e, ao final, uma ação coletiva para evitar que o GDF volte a cometer erro tão primário de descaso com servidores públicos.
IPREV e INAS – Durante a assembleia, o diretor Cleber Soares, que faz parte da comissão da negociação, lembrou que membros do GDF anunciaram que o Instituto de Previdência do DF não é acionista do banco Master e não negociou nada com o banco. Mas ele ressaltou: é importante lembrar que o Iprev é acionista do BRB, que empenhou bilhões na compra do Master. E isso compromete a saúde financeira da nossa previdência. É importante, portanto, que a saúde do Iprev esteja controlada e em dia.
Segundo Cleber, o GDF informou à comissão de negociação que a contribuição da categoria está sendo repassada ao Inas, mas a contribuição patronal não está. O GDF propôs um calendário para sanar a dívida com o Inas até o fim deste semestre, e a Comissão de Negociação segue em constante cobrança.
CALENDÁRIO – O Calendário de Lutas aprovado na primeira votação eletrônica da história do sindicato prevê:
- Sessão solene em homenagem ao Sinpro 27 de março, plenário da CLDF, às 19h
- Comissão Geral sobre o Educa DF 9 de abril, plenário da CLDF, às 15h
- Marcha da Classe Trabalhadora (com paralisação) dia 15 de abril, concentração às 8h, no Teatro Nacional
- 1º de Maio da Classe Trabalhadora – a definir
Foram acrescentados mais dois itens ao calendário:
– Auditoria nas contas do GDF, do Inas e do Iprev
– Indicativo de paralisação da categoria em caso de não pagamento dos contratos temporários junto com os efetivos, no quinto dia útil do mês.
Saiba +
A assembleia de quarta-feira entrou para a história do Sinpro por ser a primeira com votação eletrônica. O sistema, simples e prático, funciona por celular, e foi aprovado pela categoria. Para a coordenadora da secretaria de Organização e Informática do Sinpro, Solange Buosi, embora ainda sejam necessários ajustes, a votação eletrônica passou no teste. “Estamos diante de um sistema de votação mais rápido, transparente e 100% auditável. A categoria usou e aprovou a votação eletrônica”, concluiu.