Cartolas insatisfeitos com parceria Nação BRB-Fla

BSB Capital07/04/2022 às 9:53, Atualizado em 08/04/2022 às 17:12

Ex-conselheiro fiscal do Flamengo denuncia falta de transparência por parte do Banco de Brasília

Chico Sant’Anna

O casamento do Flamengo com o BRB está em crise. Os R$ 32 milhões pagos pelo banco ao clube da Gávea, que para muitos brasilienses é uma soma despropositada, é considerada pouco por dirigentes cariocas. O tema veio à tona na eleição para o Conselho Fiscal do Flamengo em tom de denúncia referente a uma suposta falta de transparência por parte do Banco de Brasília.

Sérgio Bessa, que não se reelegeu, em março, à presidência do Conselho, denunciou que o BRB não informa claramente os números dos resultados financeiros da parceria. O caso foi noticiado pelo jornal O Dia e em portais especializados em notícias do rubro-negro. Entre eles, o Ser Flamengo e Coluna do Fla.

Se o desempenho em campo do time do Flamengo vem decaindo desde 2020, quando ganhou o Campeonato Carioca e o Brasileirão – acaba de perder o Carioca para o Fluminense –, o contrato com o BRB também tem sido alvo de queixas no Ninho do Urubu.

Lucros devem ser divididos

O contrato BRB-Flamengo prevê um aporte fixo de R$ 32 milhões por ano, mais uma parte variável, uma bonificação, profit sharing, caso o lucro anual do projeto ultrapasse R$ 64 milhões. Nesse caso, os lucros são divididos igualitariamente, meio a meio. É nessa bonificação que Bessa cobra transparência.

“O contrato com o BRB é claro. O Flamengo recebe R$ 32 milhões por ano, tem uma operação de cartão de crédito no qual o clube é sócio da operação, e se ela der um determinado lucro, metade será dividido com o Flamengo”, afirma Sergio Bessa.

Mas ele questiona: “Qual é o resultado da operação de cartão de crédito com o BRB dentro do Flamengo? Não sei. Isso está em que conta contábil? Não sei. Nós não sabemos. Isso não é divulgado para ninguém. Cabe destacar que é o banco que passa os dados do ‘Nação BRB Fla’”.

Além desses valores ao time de futebol, o BRB paga R$ 2,5 milhões ao basquete do Flamengo.

Parceria vai além do cartão de crédito

O banco informa que a parceria Nação BRB FLA vai além do cartão de crédito ofertado aos torcedores:

“Lançado em julho de 2020, o banco digital tem mais de 2,9 milhões de correntistas e está presente em 5.094 municípios brasileiros, em todas as regiões e em 39 países de todos os continentes.

“O banco digital oferece aos seus clientes portfólio completo de produtos e serviços, com destaque para seis diferentes tipos de cartões de crédito, seguros e uma plataforma de investimento exclusiva, fruto de parceria com a Genial Investimentos, que disponibiliza mais de 280 opções diferentes de investimento e home broker (serviço on-line de corretagem de ações) dedicado”.

Contrato será renovado em 2023

Em agosto de 2021, o BRB informava que a Nação BRB Fla já possuía uma carteira de crédito de R$ 18,7 bilhões. O contrato deve ser renovado a partir do ano que vem e pode até mesmo resultar na criação de uma nova empresa.

O BRB não quis comentar objetivamente o burburinho, nem afirmar que está satisfeito com a parceria. Instada duas vezes sobre essas perguntas, a assessoria silenciou.

“Desde o início da parceria, foi criada uma estrutura de governança composta por representantes do BRB e do Flamengo. Cabe ao comitê gestor o acompanhamento e cumprimento do plano de negócios”, limitou-se a informar.

Rapidinhas da Política

Quem vai botar ordem na federação PSDB/Cidadania, o senador Izalci Lucas ou a deputada Paula Belmonte?

Joe Vale não saiu do PDT, ao qual Leila Barros se filiou. Será vice de Leila numa chapa puro sangue? Tentará o Senado ou Câmara (Federal ou Distrital) ou continuará na Calunga?

Se sair candidato ao GDF, Paulo Roque (Novo) tira votos de Ibaneis. Se sair para o Senado, tira votos de Flávia Arruda.

Muitos candidatos na centro-direita podem favorecer as candidaturas de oposição ao GDF e ao Senado. Desde que a esquerda tenha a clarividência de se unir…

Leia no blog Brasília, por Chico Sant’Anna

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