Assédio no BRB: uma situação inaceitável

BSB Capital 30/05/2022 às 11:37, Atualizado em 31/05/2022 às 9:44

Denúncias apontam ameaças de descomissionamento e transferências forçadas para agências

Foto: Reprodução CVV

Sindicato dos Bancários de Brasília

Dirigentes do Sindicato dos Bancários de Brasília têm recebido, nas últimas semanas, denúncias de assédio moral contra empregados do Banco de Brasília. Em visitas à DG, esses dirigentes foram informados sobre ameaças dentro da sede do BRB no CNC.

“Constatamos em algumas gerências um alto grau de insatisfação, desânimo e ansiedade, principalmente naquelas vinculadas à Diretoria de Controle e Riscos, sob a gestão do diretor Alfredo Luiz”, informam.

As denúncias apontam ameaças de descomissionamento e transferências forçadas para agências. “São fatos que, se confirmados, constituem um absurdo e são inaceitáveis”, dizem os dirigentes sindicais.

“Tal procedimento carrega um quê de preconceito por parte dos gestores que estejam fazendo isso, pois tratam as agências como locais de punição, demonstrando o descaso para com os pontos de atendimento, responsáveis pelos negócios que garantem o salário e PLR deles, inclusive”, diz Ronaldo Lustosa, diretor do Sindicato.

Se confirmada, a prática constitui assédio moral. “Uma das maiores causas de adoecimento no trabalho é o assédio moral. Essa lógica autoritária é reconhecidamente contraproducente, pois gera um ambiente de trabalho tóxico e, no médio prazo, provoca resultados contrários à própria empresa”, pondera Ricardo Berzoini, bancário aposentado e ex-ministro do Trabalho.

“Instituições modernas previnem essa prática atrasada. O BRB, como banco público, deve educar seus gestores para que a tentação do mandonismo medíocre não contamine a vida laboral dos funcionários”, disse Berzoini em palestra no 11º Congresso Distrital dos Bancários do DF e Entorno.

“O BRB, em que pese ter instrumentos, inclusive no acordo coletivo, para coibir esta prática, ainda registra diversas denúncias de assédio, e, a considerar aquelas recebidas pelo Sindicato, parece que está havendo um crescimento deste comportamento. Não raro, há indicações dos empregados de que a prática tem origem na própria diretoria do banco”, completa Ronaldo Lustosa.

A recente nomeação de um diretor, sobre quem pesam inúmeras denúncias de comportamento assediador, fez aflorar entre os empregados um sentimento de que o BRB parece estar premiando quem se comporta mal. Isto causou surpresa e indignação entre os empregados e contribui ainda mais para agravar o desânimo quanto a essas ocorrências.

Os empregados do BRB não podem aceitar esta prática, este crime. É preciso que todos se comportem com altivez e não se submetam a isto. Denunciem ao Sindicato, e, se for o caso, também à polícia e ao Ministério Público do Trabalho, pois a não aceitação de comportamentos assediadores é passo importante para estancar este crime que tanto mal faz aos trabalhadores.

O Sindicato tem instrumentos para agir na busca da contenção do assédio de toda natureza. É preciso que os bancários do BRB se unam em uma cruzada contra a execrável prática do assédio.

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