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Afeganistão: mais um jogado no caos

  • Júlio Miragaya
  • 01/09/2021
  • 09:15

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Foto: Vaticano News

Depois da Líbia, da Síria e do Iêmen, o Afeganistão é mais um pobre país islâmico dilacerado pela intervenção do imperialismo norte-americano. Após 20 anos de ocupação militar, ocupação que gerou uma guerra de libertação que matou cerca de 200 mil afegãos e gerou mais de 2 milhões de refugiados, o Talibã voltou a governar o país.

Desde então, a mídia global se mostra “estarrecida” com o que ocorre lá, em particular o tratamento que o Talibã dispensa às mulheres, mas não se pronuncia sobre a responsabilidade dos norte-americanos no caos gerado no sofrido país.

Em meio à uma retirada desastrada, um subgrupo do Estado Islâmico (ISIS) promoveu um atentado matando 180 pessoas, sendo 13 militares norte-americanos. Em retaliação, Biden foi Reagan/Clinton/Bush/Obama, autorizando ataques por drones que mataram vários civis, inclusive crianças.

O território afegão integrou, ao longo de 4 mil anos, diversos impérios, sempre associado à civilização persa. No século XIX, surgiu como uma espécie de estado tampão entre o Império Britânico, que controlava a Índia, e o Russo, que recém ocupara vários reinos do chamado Turquestão Ocidental. 

O Reino Afegão persistiu até 1973, quando a monarquia foi derrubada e proclamada a república. Em 1979 assumiu o poder um partido pró-soviético, que implementou políticas progressistas (proibição de casamentos forçados, voto para as mulheres, reforma agrária), suscitando a oposição dos segmentos religiosos, que logo receberam dinheiro de outros países islâmicos e dos EUA de Reagan, no ápice da Guerra Fria.

É necessário dizer que o Talibã, hoje pintado pelos EUA como uma organização terrorista, foi uma das organizações criadas com o financiamento de US$ 40 bilhões dos EUA e das monarquias absolutistas do Golfo Pérsico (Arábia Saudita, Emirados Árabes) para combater as tropas soviéticas que ocuparam o país em 1979. 

Tal situação foi bem retratada em Rambo III, no qual Stallone representava um “soldado-herói” norte-americano que se aliara aos mujahidins, os “guerreiros santos” que viriam a formar o Talibã, e conseguiram impor a retirada soviética (1989) e a derrubada do regime (1996).

O mesmo procedimento seria repetido anos depois, ao apoiar a wahhabista Al-Qaeda contra o regime iraniano; ao financiar o Al-Jama’a bi-Libya contra o regime líbio e ao armar o Estado Islâmico (ISIS) contra o regime sírio. 

Os EUA alegam, cinicamente, a defesa de valores democráticos, mas sustentam há décadas monarquias absolutistas e sanguinárias no Golfo Pérsico e ditaduras militares no Egito e na Argélia. 

Aos países que a ele não se curvam, o imperialismo promove um implacável boicote econômico (casos de Cuba, Irã e Venezuela), ou fomentam a guerra civil (Líbia, Síria e Iêmen), criando o caos econômico, social e político. 

Os afegãos são apenas mais uma vítima.

Bilionários

Enquanto o Brasil caminha para fechar 2021 com 650 mil a 700 mil mortos pela negligência do desgoverno Bolsonaro no enfrentamento da covid; totaliza 20 milhões de desempregados (incluindo desalentados) e chega a 40 milhões na situação de extrema pobreza, a revista Forbes divulgou que o país ganhou 42 novos bilionários em 2021, pessoas com patrimônio superior a R$ 1 bilhão (agora são 315 os bilionários brasileiros. No topo, Jorge Lemann, da Ambev, com quase R$ 100 bilhões.

Contraditório? De forma alguma. No próximo artigo abordaremos a relação amensalista entre o topo e a base da pirâmide social.

(*) Doutor em Desenvolvimento Econômico Sustentável, ex-presidente da Codeplan e do Conseho Federal de Economia

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Júlio Miragaya

Doutor em Desenvolvimento Econômico Sustentável, ex-presidente da Codeplan e do Conselho Federal de Economia

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