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Brasil

Abutres

  • Júlio Miragaya
  • 22/11/2022
  • 08:00

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Foto: Reprodução Blog Polibio Braga

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Júlio Miragaya (*)

Após cada discurso do presidente eleito Lula sobre a prioridade que dará para resolver a fome e as várias mazelas que assolam o povo pobre do Brasil, o “Mercado” fica nervoso, a Bolsa de Valores cai, o dólar sobe. Bastou Lula falar que o teto de gastos não pode significar falta de dinheiro para os mais pobres, saúde, educação, remédios, merenda escolar, que o “Mercado” se agitou.

Mas não se viu nenhum nervosismo do “Mercado” quando Bolsonaro, nos seus 4 anos de desgoverno, furou o teto em R$ 800 bilhões. Na atual situação de penúria em que vive a maioria da população, quem tem o direito de estar nervoso, indignado e revoltado é o nosso povo pobre. Comparemos algumas situações e julguemos quem tem razão de estar “nervoso”:

a) um investidor na Bovespa, que viu suas ações caírem 10%, por exemplo, de R$ 1,5 bilhão para R$ 1,35 bilhão, e isto vai fazê-lo adiar a compra de um jatinho executivo, ou o desempregado, que está há mais de um ano sem emprego e volta para casa mais uma vez frustrado, sem dinheiro para sustentar a família;

b) um investidor em títulos do Tesouro que teme que Lula não honre o pagamento de juros da dívida pública (o que ele não fez nos 8 anos que governou, de 2003 a 2010), ou um ambulante que vendeu poucas balinhas no sinal de trânsito, volta para casa sem dinheiro e vai ver seus filhos dormirem de barriga vazia e acordarem e irem pra escola sem café da manhã, e tendo que se contentar na merenda com bolacha e Q-suco;

c) um magnata do agronegócio, que está preocupado porque agora o governo vai priorizar a agricultura familiar (e reprimir grilagem de terras e desmatamento ilegal), ou uma beneficiária do Auxílio Brasil, que viu seus R$ 600 acabarem muito antes do final do mês.

Chega a ser acintosa a reação do “Mercado”, assim como a legitimidade que lhe conferem alguns economistas liberais (Bacha, Armínio e Malan) e jornalistas da grande mídia, que criticam Lula por querer garantir, pasmem, R$ 600 aos desvalidos, um adicional de R$ 150 por criança até 6 anos; aumento real de 1,5% do salário-mínimo; remédios nas farmácias populares e merenda decente para crianças pobres. Lula está no caminho certo ao não se dobrar a esta corja maldita e abstrata chamada Mercado.

Tutela

Nas últimas semanas, temos observado manifestações golpistas das FFAA ou de membros da alta cúpula militar. Tivemos o relatório do Ministério da Defesa, se arvorando como fiador do processo eleitoral, sem dizer coisa com coisa; o tuíte do “general-zumbi” Villas Boas e a nota dos comandantes das três forças, mais uma vez se apresentando como poder moderador:

“Acerca das manifestações populares que vêm ocorrendo no país” (na verdade, são atos antidemocráticos, que pedem um golpe militar contra a posse de Lula), “a Marinha, o Exército e a Força Aérea reafirmam seu compromisso irrestrito e inabalável com a democracia e a harmonia política e social do Brasil, ratificado pelos valores e pelas tradições das Forças Armadas, sempre presentes e moderadoras nos mais importantes momentos de nossa história” (golpes em 1889, 1930, 1937 e 1964). “As FFAA permanecem vigilantes, atentas e focadas em seu papel constitucional na garantia de nossa Soberania, da Ordem e do Progresso, sempre em defesa de nosso povo”.

Não podia ser mais clara e repugnante. A cúpula militar tem um projeto de poder, expresso no documento “Projeto de Nação – O Brasil em 2035”, elaborado por ONGs (sic) ligadas a militares e à extrema direita, que tem como fonte de inspiração a Doutrina de Segurança Nacional, dela ESG, e que deu base para o golpe de 1964. Como bem disse José Genoíno sobre o famigerado Artigo 142: “Em matéria de armas, a gente não pode ter redação ambígua. Esta só facilitará a interpretação autoritária”.

(*) Doutor em Desenvolvimento Econômico Sustentável, ex-presidente da Codeplan e do Conselho Federal de Economia

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Júlio Miragaya

Doutor em Desenvolvimento Econômico Sustentável, ex-presidente da Codeplan e do Conselho Federal de Economia

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