A psicologia dos mestres

BSB Capital 21/02/2022 às 15:04, Atualizado em 21/02/2022 às 15:04

Eles não admitem ego, ilusões, e cortam na primeira oportunidade, principalmente quando o candidato está mesmo interessado é em conquistas materiais.

José Matos

Conhecer a psicologia dos Mestres nos ajuda em nossos relacionamentos. Há livros de diálogos entre mestres e discípulos, principalmente orientais. que podem nos ajudar muito. A primeira qualidade exigida por eles é sinceridade. A segunda é boa vontade. Portanto, curiosos estão excluídos. A terceira é o desapego. A quarta é a capacidade. 

Por que Jesus agia de forma diferente com quem queria segui-lo? Porque, como Mestre, tinha critérios, como os já citados. Por que Jesus não aceitou o moço rico que era virtuoso? Porque não passou no critério do desapego: Vai! Dá teus bens aos pobres e segue-me. O moço retirou-se triste porque era muito rico. 

Por que Jesus tratou carinhosamente, como filhinha, a prostituta que lavou seus pés com perfume? Porque não olhava para rótulos. Olhou a humildade, a sinceridade e o amor dela! Por que Jesus convidou um moço para seu Ministério sem ele ter pedido? Porque ele sabia que o moço estava pronto. Por que desestimulou um moço que queria segui-lo dizendo que não tinha nem um travesseiro? Porque, provavelmente, identificou no moço interesses materiais.

Mestres não admitem ego, ilusões, e cortam na primeira oportunidade, principalmente quando o candidato está mesmo interessado é em conquistas materiais, fama, reconhecimento e aplauso. 

Ramakishna, Mestre de Vivekananda, ao receber um candidato a discípulo, pediu que ele fosse buscar lenha e depois, lavar o banheiro. O rapaz, decepcionado, afastou-se, imediatamente, não entendeu que o Mestre queria testá-lo na humildade e boa vontade. 

Chico Xavier, recebendo a visita de Carlos Pastorino, informa-lhe que seu guia é Fabiano de Cristo. Pastorino, admitindo que ficou vaidoso, tenta negar: Não, Chico, você deve estar enganado. Chico, percebendo a vaidade, o repreende: “É Fabiano, não se meta a besta porque quanto pior o cavalo, melhor tem que ser o cavaleiro”. 

É assim. Se alguém que se diz mestre elogia, passa a mão na cabeça e mantém o pobre discípulo dependente, endeusando-o, não é absolutamente um Mestre. 

Como ensina o Mestre indiano, Osho: se um Mestre não liberta você dele próprio, então ele não é absolutamente um Mestre. 

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