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Política

A ojeriza da burguesia a Lula e ao PT

Ela se explica pelo chamado “ódio de classe"

  • Júlio Miragaya
  • 28/01/2026
  • 10:18

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Foto: Ricardo Stuckert / PR

Júlio Miragaya

Pesquisa da Genial Quaest em 2025 junto a agentes do mercado financeiro revelaram que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), gozava da confiança de 94% deles, enquanto Lula (PT), de apenas 7%. Com Flávio Bolsonaro (PL) ou outro de direita, não mudaria muito. Basta uma quedinha na popularidade de Lula ou uma subidinha de algum candidato da direita para os diversos segmentos da burguesia, seja ela financeira, agrária ou industrial, se assanharem.

O que explica isso? Por que os capitalistas brasileiros tanto odeiam Lula e o PT? Nos 23 anos entre a fundação do PT, em 1980, e a vitória de Lula em 2002, o Brasil teve à frente o ditador Figueiredo, Sarney, Collor, Itamar e FHC. Nos últimos 24 anos, o PT governou o Brasil por 17 anos (de 2003 a 2015 e de 2023 a 2026), intercalado pelos 7 anos dos governos Temer e Bolsonaro (2016 a 2022). Para a burguesia, o Brasil piorou?

Mas o que quer a burguesia? Quer a economia crescendo? Nos 30 anos em que presidentes de direita e centro-direita governaram o País, o PIB cresceu 2,19% ao ano, contra 2,8% nos 17 anos governados pelo PT. Mas a diferença fica muito mais relevante quando se trata de PIB per capita, que melhor expressa o crescimento do País. Quando governado pela direita, cresceu míseros 0,47% ao ano, ao passo que sob os governos petistas teve crescimento anual de 1,96%, quatro vezes maior.

A burguesia quer inflação baixa? Economistas neoliberais acusam o PT de, quando governo, estimular a inflação. Quanta desfaçatez! Nos 17 anos em que o PT esteve no poder, em 12 a inflação ficou abaixo de 6% ao ano, sendo que esteve abaixo desse patamar em 10 dos 12 anos em que Lula foi presidente. No máximo, a inflação chegou a 10,67% com Dilma, na crise de 2015. Já nos 30 anos de governos de direita, em apenas 6 esteve abaixo de 6% ao ano, e chegou, com Itamar, a 2.708% em 1993.

A burguesia quer contas externas equilibradas? Nos governos Lula as exportações bateram sucessivos recordes, assim como o saldo da balança comercial; os investimentos externos diretos atingiram, em 2025, quase US$ 80 bilhões e as reservas internacionais, que em 2002 eram de US$ 16 bilhões, em 2010, com Lula, chegaram a US$ 280 bilhões e fecharam 2025 em US$ 360 bilhões.

A burguesia quer equilíbrio fiscal? Pois o governo Lula implantou o Arcabouço Fiscal, que estabelece contenção de despesas, até em áreas sociais, para reduzir o déficit primário, que fechará 2025 em 0,1% do PIB, se desconsiderados os gastos com precatórios. A dívida pública aumentou? Sim, mas o que a mídia burguesa omite é que aumentou não em função do déficit primário (0,1% do PIB), mas dos gastos de cerca de R$ 1 trilhão com juros da dívida pública (8% do PIB), provocados por uma Selic de 15%, elevada pelo Banco Central, desde 2021, independente do governo e subserviente aos interesses do mercado financeiro.

A burguesia quer isenções e desonerações fiscais?  Em 2025 eles somaram R$ 860 bilhões, a maior parte sem retorno social ou econômico. Em suma, é transferência de renda para os mais ricos. Embora tamanho volume tenha sido alvo de críticas do Ministério da Fazenda, qualquer redução é travada pelo Congresso Nacional.

A burguesia quer concessões na área de infraestrutura? Pois em apenas 3 anos de seu 3º mandato Lula promoveu 50 leilões de rodovias, portos e aeroportos, superando Bolsonaro (45 em 4 anos) e FHC (25 em 8 anos), para descontentamento de muitos petistas. 

A análise nua e crua dos dados revela que foi nos 17 anos de governos do PT que o País mais cresceu, teve menor inflação, equilibrou as contas externas, promoveu equilíbrio fiscal, manteve isenções e desonerações para as empresas e bateu recorde nas concessões ao capital privado. 

Não por acaso o Ibovespa subiu de 109,7 mil pontos em dezembro de 2022 para o recorde de 182 mil pontos atuais. O dólar, que no fim de 2022 girava em torno de R$ 5,30 e chegou a R$ 6,30, tem batido em R$ 5,20. A burguesia não estaria reclamando de “barriga cheia”?

Ocorre que esse ódio decorre do chamado “ódio de classe”. Sendo o PT o partido que surgiu e até hoje representa os interesses gerais da classe trabalhadora, desde a sua fundação “comprou” a ojeriza da classe capitalista. É óbvio que políticas como a de valorização do salário-mínimo; a resistência à privatização desenfreada; as tentativas de limitar a devastação ambiental promovida pelo “ogronegócio”; a defesa dos mais pobres com o Bolsa Família e, agora, a proposta de dar fim à escala de trabalho 6×1 em nada agradam à classe patronal. 

Também foi nos governos petistas que se gerou mais empregos formais no País; em que mais se investiu em educação e saúde públicas, em que se deu fortalecimento do SUS e a abertura das portas das universidades aos pobres. Mas para a “insensível” burguesia, tudo não passa de populismo. 

Felizmente, pesquisas na Faria Lima não valem muita coisa. O que vale é voto na urna.

(*) Doutor em Desenvolvimento Econômico Sustentável, ex-presidente da Codeplan e do Conselho Federal de Economia

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Doutor em Desenvolvimento Econômico Sustentável, ex-presidente da Codeplan e do Conselho Federal de Economia

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